Por sombras desenhadas na penumbra de um sonho,
Arrasto a minha Alma à procura de viver,
Espelho quebrado pela apatia de um desespero surdo,
Perco a noção de ter razão ou paixão,
Sento-me à espera da noite a cair sobre nos meus ombros,
Abrigo o meu corpo sem saber se irei acordar amanhã,
Deixo ao vento os meus pensamentos para lá viverem,
E ao longe que sejam ouvidos na orla de um alvorecer.
M.