alvorecer.

 Por sombras desenhadas na penumbra de um sonho,

Arrasto a minha Alma à procura de viver,

Espelho quebrado pela apatia de um desespero surdo,

Perco a noção de ter razão ou paixão,

Sento-me à espera da noite a cair sobre nos meus ombros,

Abrigo o meu corpo sem saber se irei acordar amanhã,

Deixo ao vento os meus pensamentos para lá viverem,

E ao longe que sejam ouvidos na orla de um alvorecer.

M.

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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