alaúde.

Monstros que me assaltam o espírito numa noite fria,

A minha Alma que deprime por esta inquietude,

Num mundo lunático em que a voz me deixa a alegria,

Agarro na tua mão e acredito na minha atitude,

Por mais demónios irei escrever palavras de acalmia,

E num beijo profundo encontrar o meu alaúde.

M.

 

 

 

assombro.

 Em cada movimento sou um tolo que desespera,

Num oceano de águas infinitas e sem fim,

Vertem as minhas lágrimas num espaço perdido,

Que procuro encontrar naquele lugar secreto,

Onde os predestinados procuram amar ao virar,

Aquela esquina onde os amantes ficam sem folego,

Neste assombro a que chamamos Amor.

M.

 

gigante.

 Assobio nesta praia onde as ondas batem,

Escuto dentro de mim um sopro de vontade,

Levo comigo uma esperança não perdida,

Sabendo que ao longo deste areal pouco sei,

E confronto o gigante adormecido para acordar,

De um pesadelo que não quis ser sonhado,

Num último respirar de eterna paixão.

M.

sonhar.

 Marinheiro que navega pela orla de uma vida,

Marés de cor azul que atravessam um rumo,

Farol que ilumina aquele que quer navegar,

Até à distante ilha de sonhos perdidos,

E lá ao fundo,

Encontrar um destino percorrido de vontade,

Para saber se,

Uma melodia foi apenas descoberta pelo som,

Ou em vento de mudança olhar o céu,

E sonhar.

M.

arrasadora.

 Que bonito sorriso é este desce a avenida,

Deixa um perfume ao passar,

E todos olham à sua volta sem maneira,

De tanta luz que deixa o coração a palpitar,

No seu vestido passeia elegância,

Os olhares que se desviam para ver refletida,

Uma sede de querer alcançar,

Esta menina feita de sonhos em cadência,

Em momentos de paixão arrasadora.

M.

 

 

 

 

mundo eterno.

 Amanhã é um dia que não foi ontem,

Hoje é um dia que será,

Ventos de mudança que quero abraçar,

Sem saber se este é um caminho,

Mas sei que irei,

Mudar a linha de uma escrita de carinho,

E nas asas das andorinhas que divertem,

Os humildes que olham para alcançar,

O mundo eterno.

M.

preconceito.

 Até amanhecer num corpo despido de preconceito,

Vejo em ti os olhos de uma Alma profunda,

Uma noite que prazer que assim fazer ao luar,

Apenas sei que irei contigo bailar até cansar,

O meu folego de vida nesta empreitada,

Feita de vontades com ou sem jeito,

E assim voltar a ver-te num sorriso.

M. 

além.

 Para que chorar aqui à volta de nada,

Mágoa que me leva ao desespero,

Teimosia de querer acreditar em bem,

E nada acontecer neste vaivém,

Num medo de abraçar o meu bolero,

Que um dia quis dançar nesta balada,

Feita de amoras silvestres e ir mais além.

M.

 

 

pedacito.

 Um pedacito de céu que peço a ti,

Tenho medo de dizer adeus,

Será que irei partir em direção ao fim,

Posso recitar poemas que não escrevo,

Ou apenas suspirar um vento suave,

Que me leve até ao lugar onde deixei,

A minha Alma legada num centavo,

Sem saber se um dia irei encontrar a chave,

Para sarar as feridas deixadas por um motim,

E no caminho ir ao encontro de ti.

M.

 

alhada.

 Uma história que não sei escrever para ver-te assim,

De uma Alma que procura a sua liberdade,

Em maresias de sonhos inacabados no infinito,

Será que teremos um momento em que nada seja ruim,

E a vida nos presentei o dom da água salgada,

Porque eu sei que não sou acólito,

Mas sei que não me quero meter numa alhada.

M.

 

veneno.

 Que veneno é este que me assalta o sangue,

Um murmúrio que sinto no vento do sentimento,

Ficam as lágrimas num perfume que se desvanece,

Nesta fábula de unicórnios encantados,

Tenho de descobrir o Sol que ilumina o acerto,

Num raio de milhões de estrelas cadentes.

M.

azedo.

Flores de inverno que florescem ao meu lado,

Sentimentos de gelo que congelam o caminhar,

Vontades que persistem em que não andar,

Borboletas que teimam em deixar-me aluado,

Choro por esperar pela esperança de cantar,

O meu coração que se desfaz em azedo.

M.

mistura.

Não sei se consegui,

Procuro entre a lama a luz,

Do perfume que não consigo esquecer,

Porque sei que és caramelo,

E eu sou ácido,

Que mistura pode ser feita,

Para um dia sermos um,

Que passo me falta dar,

Sem perder a convicção do pensamento,

Serei um peregrino em ruga,

Ou serei o isolamento do meu drama.

M.

longe.

 Se tu fores para longe,

A minha Alma desaparece,

Saber que não fui ao alcance,

Daquele pensamento que nasceu,

Num dia de verão no seu auge,

E não permitir que diverge,

Da luta que quero ter por ti.

M.

reflexos.

 Abro as cortinas de mais um dia que nasce,

Olho pela janela,

Nada é escrito nas nuvens que pintam o céu,

Visto o meu casaco,

Dou mais passo apressado para correr a caminho,

Meto a mão ao bolso,

De lá encontro a esperança que me foge pelo ar,

Abro a porta,

E vou para longe onde as ondas são reflexos do tempo.

M.

tareia.

 Escrevo porque as palavras ditas hesitam,

Sinto ardor ao despertar de uma tareia,

Nem sempre digo o que a minha Alma sente,

Ou escrevo o que o meu coração viu,

Mas sei que quero ter o teu luar junto ao meu,

E não sei como farei para lá chegar.

M.

primavera.

 Naquele pomar onde encontraste a primavera,

Foi ali onde tudo era bonito por apenas ser,

Querer fugir sem saber para onde ir,

Nas ruas onde as vielas são caminhos,

Para onde o meu espírito quer voar,

Em direção ao Sol para lá ficar.

M.

fervido.

 Anseio por saber quando o céu será domado,

Varrer cortinas de fumo e voar até mundo,

Descobrir o recanto de um amor sonhado,

Bravura de renascer para ir até ao encontro,

De uma imagem sonhada num quadro pintado,

Em cor intensa de aroma uma vez fervido.

M.

 

 

nada.

 Nada me vai fazer arredar do meu objetivo,

Não serei um mendigo a pedir ao vento,

Lutarei por saber que nada é eterno,

Descobrir um caminho para daqui sair,

E para ali encontrar a minha esperança,

Sabendo que tu irás lá estar comigo.

M.

norte.

 Procuro nos meus sonhos um caminho de vida,

Quero ser forte,

Não sei se está fora de mim,

Forma de viver em à minha maneira,

Serei eu livre na conquista desta serenidade,

Ou irei à descoberta de medos escondidos,

Quero perder-me nos sonhos,

Corro por entre ruelas sem frenesim,

Sem destino até ao fim desta eira,

E saber que irei encontrar a minha beldade,

Fazendo uma melodia numa espécie de balada,

Farei assim o meu trajeto até ao norte.

M.

paz.

 Na minha inocência incendeio pensamentos,

Liberto no vento a essência do teu perfume,

Navego por mais um rio de sangue vertido,

Para em porto seguro encontrar a minha Alma,

E no meu coração encontrar a paz.

M.

triunfar.

 Que palavras direi para saber o que escrever,

Sombras que se dissipam quando estás aqui,

Pesadelos que nada fazem se acreditar em ser,

Tambores de guerra que anunciam o destino,

De alguém que irá combater estes demónios,

Sem medo ou anseio de alguma vez perder,

Sabendo que pela luz irei triunfar até lá.

M.

momento.

 Um sorriso que se desprende ao mergulhar no teu olhar,

Um frenesim de borboletas que se espalha ao tocar,

Um pomar de framboesas frescas ao beijar,

Um poema escrito numa noite ao luar,

Um momento que descobrimos ao amar.

M.

abrigar.

 Que nos abriguemos na noite escura,

Acendemos a vela para ver o céu,

Nas estrelas desenhamos um sonho,

Num recanto caímos sem medo,

No reflexo da luz seguimos em frente,

E escrevemos o nome do nosso amor,

Para lá ficar até ao fim dos tempos.

M.

desbravar.

 Quero desbravar este caminho,

Sentir o teu perfume,

Correr sem parar até ao fim da praia,

Onde faremos amor,

Rebolar contigo por entre as ondas,

Saciar a nossa fome,

Com a fruta proibida que nos foge,

E assim beijarmos o destino.

M.

cores.

 Amarelo ao acordar de um sonho vivido,

Azul ao olhar para céu e descobrir a sua cor,

Verde ao cheirar o perfume do bosque encantado,

Vermelho ao sentir o calor da fogueira no exterior,

Laranja ao saborear mais gomo de sabor intenso,

Branco ao sentir o toque de um algodão cândido.

M.

 

 

 

encanto.

 Sinto o orvalho a tocar a minha pele na manhã de domingo,

Pela floresta o encanto do jasmim que perfuma o teu cabelo,

Levo comigo a lembrança de uma noite despida de conceito,

A caminhar ao lado de uma fada que cintila as luzes do dia,

Para contigo acreditar na magia escondida do crepúsculo.

M.

onda.

 Ter aqui ao meu lado o meu anjo,

Saber que contigo irei fugir,

Para o lugar onde o sabor é doce,

Numa noite de magia perfumada,

E num beijo lembrar a dança,

Das nossas vidas entrelaçadas na bruma,

De uma onda que não desiste de voltar.

M.

quero.

 Quero fazer barulho até a voz me levar,

Quero mergulhar e nadar até ao fim do mar,

Quero abrir os braços e voar até ao cimo,

Quero correr até onde me levar a estrada,

Quero amar até onde o coração deixar,

Quero apenas ser.

M.

miragem.

 Sinto em ti uma miragem de um sonho perdido,

A minha esperança por voltar a ser alguém,

Uma dádiva que os céus iluminaram o caminho,

Para em mim acreditar que podes ser a tal,

Vestida para me acolher nos teus braços,

E lá descobrir o sossego da minha Alma.

M.

deambular.

 Mil razões para querer desligar,

Sonhos desfeitos em mar ondulado,

Descrença de pensar que alguma vez sorri,

Se calhar sou apenas solitário no luar distante,

Sem aceitar que o Sol nasce para mim,

Ou a deambular sem sentido nesta rua sem sentido.

M.

musa.

 Uma magia que desce pela pele desta musa,

Um toque que sinto ao ver-te no meu olhar,

A fantasia de beijar o mel do teu beijo,

O sentimento de querer abraçar até ao fim,

O teu encanto feito de mistério no luar.

M.

lugar.

 Nem sequer sei o que escrevo nestas linhas em branco,

São feitas de algodão que se desvanece ao tocar,

Palavras feitas de nada que nem eu sei o que entender,

Mostras de uma loucura que espera iluminar este canto,

De um mundo que é feito em versos decorados ao alvorecer,

Na esperança de uma lágrima que verte para não abandonar,

O lugar de onde a seiva da vida é feita em tom aromático.

M.

 

advento.

 Desleal virtude que não surge do vazio,

Alarido de emoções que assaltam o espírito,

Querer andar e não saber como seguir,

São desertos de lágrimas vertidas em mim,

Verdade que um dia pensou em voltar a ser,

Um crente no Amor que sinto por ti,

E não perceber que a vida pode ser o apoio,

Daquele que descobre a luz do advento.

M.

Ó menina.

 Ó menina da janela azul,

Que vês passar os pedestres ao longe,

Olha para lá da colina,

E procura o seu coração apaixonado,

Ó menina, que vais linda,

Deixa que os teus cabelos se soltem,

E leva contigo o perfume ao vento,

Para assim derreter quem ali vai,

Ó menina, tu sabes.

M.

 

 

cinzento.

Sol que espreita o dia cinzento,

Calor que me deixa o corpo vazio,

Arrepios de frio a varrer a Alma despida,

À espera de voltar a encontrar o cinzel,

Para em areia construir mais um castelo,

Feito de fantasias esquecidas no seu desespero,

Ao acordar de uma noite sem sonho.

M.

 

encerra.

 Um abraço eterno no desconhecido destino,

A mágoa de nada ter sido na fé humana,

Um farol que se acende para iluminar o fim,

De um passageiro que atravessa a ponte,

Rumo a um lugar onde a esperança se encerra.

M.

mudar.

 Flores de inverno que despertam ao acordar,

Sentimentos vadios de uma Alma perdida,

Planícies de verdes campos pincelados numa tela,

No jogo das sensações melancólicas de um falar,

Que se afasta da clarividência de quem não sabe,

Onde a memória arrastada pela caravela,

Do marinheiro desaparecido na névoa que vai mudar.

M. 

perdido.

 É claro que nada fiz ou nada sei para ser,

Derrota de um guerreiro que não sou ir à guerra,

Valente formiga que trabalhou sem rumo,

Duende de uma floresta que se perdeu,

Num caminho que se afastou de um destino,

Que alguma vez foi descoberto num olhar,

Perdido entre as brumas banhadas na costa.

M.

vento do sul.

 Vento do Sul, Vento do Norte,

Curva à esquerda, curva à direita,

Copo cheio, copo vazio,

Mar vermelho, mar azul,

Vontade sem sal, vontade com sabor,

Loucura imensa, loucura feliz,

Amor sentido, Amor contigo.

M.

 

rajadas.

 Voa comigo por entre as ondas da loucura,

Deixa-me perdido nas florestas encantadas,

Leva o meu beijo até ao infinito do prazer,

Abraça o meu desejo nesta aventura,

Dança esta balada num soneto de ensurdecer,

E num calor descido à terra agarramos as rajadas,

De um momento que quisemos viver.

M.

 

 

cores.

 E então agora ó chuva que molhas o meu corpo?

Leva-me até ao rio das cores da amazónia,

És tu a água que lava os pecados de uma vida?

Dá-me a essência da pureza para acreditar até ao fim,

Queres tu correr por entre os vales e desfiladeiros?

E eu mergulhar em ti para descobrir a insanidade do meu ser.

M.

 

chuva.

 Chuva molhada que lava a Alma daquele que sonhou,

Num paraíso imaginado na sombra de uma epopeia,

Querendo alcançar o nirvana de um pensamento feliz,

Sem saber lidar com as emoções de uma vida vivida,

E esperando que um dia seja um acordar de luz.

M.

mundo.

 Num mundo longínquo e enovoado entre brumas e chamas,

Procuro encontrar contigo o caminho que nos leva até ao fim,

De uma estrada enrugada pelo tempo e pela chuva fria do inverno,

Para no teatro de vaidades despido de todos os dramas,

Encosto o meu rosto ao teu peito para sem frenesim,

Ser aquele catraio louco por ser um bom aluno,

E sem saber ler ou escrever soletrar para o ar o seu coração.

M.

Se.

 Se o céu é azul e o dia é cinzento porque chora o meu coração,

Se eu dou e tu dás aquilo que te vai na Alma porque sou assim,

Se quero ser e em ti saber porque me assalta a noite,

Se procuro e contigo percorro porque fico à espera,

Se acredito e tu me levas porque quero fugir,

Se fosse eu outro e tu a minha Alma porque não sou feliz.

M.

lugar.

 Uma chama que se apaga dentro de mim,

Um vento que tocou e não me deixou sentir,

Volto-me para dentro do casulo do meu desagrado,

Percorro mais um pensamento em direção à lua,

Momento que não sei se devo percorrer até ao fim,

Sem saber se sou ator numa cena sem encenador,

Ou apenas um acessório que procura o seu lugar.

M.

alguém.

 Eu quero ser próximo daquilo que não sou,

Eu preciso de saber se alguma vez serei,

Um laivo de pensamento em água salgada,

Ou a esperança de estar perto de ti ao luar,

Para num abraço acordar num sonho vivido,

E sem mágoa acreditar fui alguém.

M.

 

repouso.

 Não sei que escolhas que fiz para merecer a dor,

Que muro de pedra deslava sou eu para saber,

Ligação que nunca fui capaz de fazer ao mundo,

Sem saber se o meu destino era andar aqui,

Ou levar até ao desfiladeiro das lágrimas a minha Alma,

E lá encontrar um repouso de quem é pouco,

No diálogo que não sei articular,

Num sentimento que não se expressa,

No abraço eterno da noite infinita.

M.

desfeito.

 As palavras que sobem pela ravina acima,

Atiram em mim uma rajada de pensamentos,

Um sonho que é desfeito por aguçadas facas,

Corpo ferido por projetos falhados,

Num caminho que deixa de fazer sentido,

Em esperança que banhou uma praia deserta,

De alguém que deixou de respirar,

Para nas estrelas encontrar um deleito.

M.

canção.

 Não sei se gosto da letra desta canção,

Posso eu ir atrás desta obsessão,

Onde é que fica aquele dia de paixão,

Quero lá saber se ficar até à exaustão,

E acreditar que assim terei a minha comunhão,

Para em ti encontrar o meu coração.

M.

 

destemidos.

 Duas almas solitárias que querem encontrar,

Sem medo de à deriva encontrar o mar,

Percorrer as tormentas dos antepassados esquecidos,

E sem pudor levar a chama até domar,

Os demónios que teimam em querer ser combatidos,

E num sopro de vontade saber que vão cambalear,

Na força daqueles que são assim destemidos.

M.

 

embarcação.

 Tempos de pintar um quadro a óleo de cidreira,

Imaginar um lugar onde as Almas são eternas,

Acreditar que um sonho é um momento de alegria,

Caminhar ao longo da orla e olhar para o infinito,

Sabendo que as estrelas são o nosso guia,

Para nesta embarcação navegarmos até ao incógnito.

M.

leva.

 De pé em pé atravessas o areal de vestido azul,

Deixa o cabelo esvoaçar por entre as ondas,

Leva contigo um abraço rumo ao Sul,

Sente junto ao teu peito as fantasias amadas,

E junta-te no final junto à minha Alma.

M.

quando.

 Quando a vida não quer sorrir,

Levantas o céu e desenha um momento,

Se nada cresce mesmo que insistas,

Descobre um rio para lá encontrar paz,

Mesmo sem vontade de correr,

Continua o teu caminho mesmo que não saibas,

Se o Sol vai iluminar a tua senda,

Mas acredita que o azul do céu é teu.

M.

alvorecer.

 Por sombras desenhadas na penumbra de um sonho,

Arrasto a minha Alma à procura de viver,

Espelho quebrado pela apatia de um desespero surdo,

Perco a noção de ter razão ou paixão,

Sento-me à espera da noite a cair sobre nos meus ombros,

Abrigo o meu corpo sem saber se irei acordar amanhã,

Deixo ao vento os meus pensamentos para lá viverem,

E ao longe que sejam ouvidos na orla de um alvorecer.

M.

 

 

sopro.

 Quem me quer no cinzento do meu pensar,

Quando o céu toca a terra para um beijo sentir,

Na esfera de uma plateia que anseia por deixar,

Um sorriso de uma criança por assim apenas ouvir,

O sopro do longínquo murmúrio de sereias encantadas,

Que deixam o amanhecer ser apenas mais um dia nas caldas.

M.

 

Letras

​Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...