Olho sem olhar,
Vejo sem ver,
Sinto sem sentir,
Oiço sem ouvir,
Falo sem falar.
M.
Larga-me demónio,
Vai para o inferno e deixa lá ficar,
Não quero mais viver assim,
Deixa-me em paz e vai,
Atormentas o meu coração,
Respirar tornasse impossível,
Vai ,
Não quero mais estes sentimentos,
A minha loucura é só um sonho,
Que alguma vez imaginei,
Vai,
Desaparece entre as brumas da aventura,
Terei que fugir de ti para voltar a ser,
Nem sei,
Mas escrevo sem sentido,
Num papel velho junto ao poço,
Onde me posso atirar para esquecer.
M.
Uma mente turva e escura,
Pensamentos negros numa lágrima derretida,
Confusão mental que me deixa louco,
Caminhos que percorro dentro de um pesadelo,
Dantesco negridão que me assola a alma,
Dia que um será descoberto na penumbra de uma ravina.
M.
Quando as palavras são espinhos,
Quando as imagens são trovões,
Quando as vozes são estridentes,
Quando os momentos são passado,
Quando as mãos me deixam no vazio.
M.
Não sei quando esta batalha vai acabar,
Até ao fim dos tempos irei sempre recordar,
Aqueles momentos onde me deixaste sem palavras,
Ouvir as tuas melodias na sombra de um sorriso,
Vou sem medo para o lugar onde não me podes seguir,
E lá sem saber a tua voz me fará feliz.
M.
Respiro fundo sem fim,
Falta o ar rafeiro que me invade,
Deixo o meu coração aberto,
Não sei como vou conseguir viver,
Sinto um aperto que me deixa sem palavras,
Vou até ao fim deste mundo,
Serei eu capaz de acreditar novamente.
M.
Falam os meus demónios na manhã que desperta,
Deixam o meu pensamento no fundo de uma ravina,
Tento fugir da sombra sem sucesso,
No amor acalmo o meu fôlego,
A caminho da luz procuro ser,
Sem encontrar ninguém que me salve,
Bebo mais copo para queimar o pensamento,
E sem saber descubro quem me quer.
M.
Quando os teus pensamentos te enganam,
A inveja de coisas que nunca aconteceram,
Os momentos que nunca aconteceram,
Os sentimentos que nunca prometeram,
Escuro é este beco,
Longe está a minha Alma,
Perto está o manicómio,
Perco-me em dramas mentais,
Sonhos que não vivi,
Melancolia de um desajeitado,
Que nada sou,
Que nada sei,
Na minha doença infernal,
Deixo-me cair aos pés de um anjo,
Que me salve,
Que me deixe,
Voar mais alto e morrer sem culpa,
Feliz,
Palavra difícil,
Escondo de mim mais um pouco,
Aquela sombra nocturna,
Mas não sei,
Que ódio me assalta,
Ou esquecimento de um passado sem passado,
Tudo me leva,
Tudo me deixa,
Fujo,
A caminho do paraíso,
Talvez te encontre por lá,
Talvez sejas a salvação.
M.
Já fui outrora um cavaleiro andante,
Nada sou agora,
Já subi ao monte para avistar o futuro,
Nada vejo agora,
Já pensei que era um conquistador,
Nada conquistei ainda,
Já era um exemplo de retidão,
Nada disso sou agora.
M.
Que sombra é esta que me afugenta?
Que loucura é esta que não me larga?
Que vergonha me assalta an Alma?
Que ódio é este que sinto na madrugada?
Que tristeza é esta que me invade o coração?
Que caminho posso eu esperar?
Que lugar é este que me pode levar?
M.
Não sei porque escrevo,
Palavras sem sentido,
Em frases de loucura,
Coração frouxo e confuso,
Que demónios me levam,
Deste mundo para o inferno,
E na espada de São Jorge me salve,
Para na luz voltar a ser.
M.
deitou-se ao largo de um riacho,
Levou consigo a esperança do meu ser,
Não sabia que amargo da água era uma lágrima vertida,
Deixou o sorriso junto comigo,
E num fôlego de beleza foi embora,
Deixou-me assim com o coração partido,
E num piscar de olhos fiquei sem momento.
M.
Raios me levem até ao cume sem medo,
Leva-me para além deste mundo e deixa-me respirar,
Carambola de sonhos desfeitos,
Noites de escuridão e trevas sem fim,
Foste uma centelha de luz ,
Naquele dia em que o amor veio,
Tens dentro de mim a prisão que uma vida.
M.
no espelho vejo-te como uma princesa,
No ar um pouco de sol para iluminar o teu caminho,
Nas palavras escritas num folha de outono,
Um pequeno poema que fala de amor,
Fugidos de uma cidade para assim olhar,
Um momento perdido no tempo do céu estrelado.
M.
sabor amargo que sinto na viela,
Cidade fantasma onde moram os meus demónios,
Rua deserta onde me sento à espera de ti,
Alma vazia que sorri quando desespera,
Doce sentimento por ti sinto na noite negra,
E num eclipse me apago no vento do norte.
M.
nunca fui um acorde de uma pauta,
Nunca a minha vida acordou tão cedo,
Nunca mais um momento chegou a mim,
Nunca deixei ninguém encontrar o meu sorriso,
Nunca a sombra me atormentou tanto,
Nunca mais a minha alma foi voar,
Nunca fui.
M.
uma vontade de sair para lá do alto,
Quero ser um momento no vento,
Dou comigo a pensar sem pensar,
Numa melancolia sem acordes ou melodia,
Largo mais um bafo sem sabor,
E esqueço-me de deixar viver.
M.
Em que vida posso eu viver,
Que linhas de poemas posso eu ter,
Sorte malvada que me deixa sem folêgo,
Capaz de fugir e não pensar em sossego,
Que me deixe num lugar sem sentido,
E me faça acreditar que só eu entendo.
M.
Posso eu existir em lugar de ninguém,
Serei um momento no tempo de alguém,
Deixo um ar lavado me levar a Alma pelo caminho,
Terei a noção das coisas que sejam mais um atalho,
Que confusão é esta que me perde a cabeça,
Como irei escrever a poesia desta desavença.
M.
Parto por esta estrada para encontrar o teu desejo,
Sem dinheiro no bolso procuro um cigarro,
Não sei se o céu se irá virar contra mim,
Apenas acredito que na esperança vive o meu caminho,
E no despero de ver-te procuro uma fotografia tua,
Para neste desafio possa ver-te no fim da linha.
M.
Não me digas que o teu coração não é meu,
Não me deixes aqui a esperar o teu sorriso,
Não me deixes de acreditar que posso ter o teu beijo,
Não me digas as palavras perdidas no tempo,
Não me faças ir até ao deserto procurar a tua água,
Não me podes deixar aqui a pensar em ti.
M.
é estranho,
este corpo que se solta quando te vê
como se a gravidade deixasse de ter sentido.
vou noutra direção,
sem mapa, sem norte,
apenas o eco do teu nome.
encontrar-te foi
um acaso bonito numa noite cansada,
entre luzes que caíam do céu
e promessas que ainda não sabiam ser promessas.
mergulho nos teus braços
como quem aprende a respirar outra vez,
e fico ali,
a tentar descobrir
onde começa o teu coração
e onde acabo eu.
M.
Mais intensa é a vertigem que o corpo sente ao pressentir-te,
Um impulso em contracorrente, perdido na ausência do rumo,
Encontro feliz, sob um céu que chove desejos e estrelas,
Mergulho sereno no lago dos teus abraços demorados,
Mais forte é a sensação deste corpo que se desprende ao ver-te,
Um movimento em sentido contrário sem saber o seu caminho,
Feliz encontro numa noite de estrelas cadentes,
Num mergulho naquele lago de abraços sentidos,
E sem saber dar um passo na direção do teu coração.
M.
Esta Alma despida a voar entre o mundo da incerteza,
Duas vozes que entram numa chuva de malmequeres silvestres,
Num vento do norte ao tocar a tua pele de seda,
Quero ir até onde a canção deste coração me levar.
M.
Se a tua voz fosse o vento que te leva
e o teu corpo fosse a terra que te eleva
eu seria o pássaro que voa pelo céu,
Se os teus olhos fossem a luz do luar que me inunda
e o teu sorriso fosse a estrela que me abunda
eu seria a escuridão que te abraça,
Se os teus pensamentos fossem o que sinto
e os meus sentimentos fossem o que toco,
eu seria o teu coração,
E assim, sem destino, sem rumo, sem nome,
seria um pedaço de ti,
e tu, um pedaço de mim.
M.
Quisesse eu ser a luz do sol que te acorda,
Fosse eu a melodia que a tua alma toca,
Levasse comigo a tua voz e a faria minha canção,
Se soubesse que o meu calor em ti ficava,
Fosse a minha sorte a mão que tua pele tocava.
M.
Quisesse eu ser um leve vento que passeia pelo teu rosto,
Fosse eu um pássaro que voa até ti para te beijar,
Levasse comigo o teu coração e faria uma oração,
Se soubesse que o meu sentimento em ti ficava,
Fosse a minha sorte um beijo que de roubava.
M.
Acordo na luz que renova a esperança,
Em Ti descubro silêncio e morada,
Não quero mais perder a confiança,
Sigo o caminho na voz sagrada,
Serei centelha no rio eterno da Vida.
M.
Desperto com a chama da esperança acesa,
Em ti encontro abrigo e leveza,
Não deixarei que a dúvida vença,
Caminho guiado pela tua beleza,
Serei eternamente uma onda no mar da vida.
M.
Acordo a pensar que ainda tenho esperança,
Sinto em ti um lugar de descanso,
Não quero mais voltar a perder esta crença,
Vou por este caminho a ouvir o teu encanto,
Serei uma vez uma gota no rio da vida.
M.
Nem sempre me lembro de dizer-te o que sinto,
Nem sempre sou aquele que alguma vez possa ser,
Nem sempre quero acreditar no sonho que quero viver,
Nem sempre consigo dar o carinho que me prende,
Nem sempre estarei no lugar onde o mar me vai encontrar.
M.
Viajo entre as ondas de uma vida que quero viver,
Longe de uma visão que me assolou a sombra vivida,
No colo de uma donzela quero acordar,
E no seu sorriso encontrar uma esperança de sentir,
O perfume que dela emana por um corpo de acordar.
M.
No silêncio do horizonte, guardado no sopro da brisa leve,
Busco o azul secreto que me ensine a voltar a sonhar,
Num voo sereno pelo vazio, sigo o rasto da esperança,
Querendo encontrar no calor de um toque um beijo sem tempo.
M.
Naquele horizonte escondido nas folhas de uma brisa celeste,
Quero encontrar um saber de azul que me faça acreditar,
Num mergulho de ar vazio procuro a senda de uma vontade,
Para descobrir no leito de um corpo um beijo profundo.
M.
Não sei escrever palavras que saibam traduzir o que sinto,
Frases que guiem um pensamento que alguma vez tive,
Poemas que alguma vez consiga compor num frenesim,
Canções ao vento que sejam ouvidas por quem esteja à escuta.
M.
Quando partiste ao encontro dos teus sonhos no horizonte,
Fiquei a ver-te brilhar, valente, com o olhar cheio de luz.
Levaste contigo a fé, a coragem, e o sorriso constante
De quem transforma lutas em caminhos que seduz,
Sempre acreditei no teu passo firme e no teu querer,
És chama viva que acende vontades em cada coração.
Contigo aprendi a voar, a erguer-me e a renascer,
Fui teu aprendiz no amor, na força e na superação,
Hoje sigo contigo, lado a lado, em cada novo dia,
Com alegria no peito e esperança como guia.
M.
Quando partiste rumo ao infinito em busca da esperança,
Fiquei a ver-te, firme, travar mais uma dura batalha,
Enfrentavas a vida como quem desafia o próprio destino,
E eu, sempre acreditei no teu querer e na tua coragem,
Foste farol dos que caem, guia dos que se perdem,
E em ti encontrei força — fui teu discípulo fiel,
Quis vencer, não por mim, mas para que visses em mim,
O reflexo da tua luta, o eco da tua vontade de ser.
M
Quando foste até ao infinito à procura da esperança,
Fiquei aqui a ver-te lutar por ser mais uma batalha,
Que foste combater nas tuas lutas de vida sem fim,
Acreditei sempre em ti e na tua força de querer ir,
És um motivador dos fracos de espírito e em ti fui,
O teu discípulo que sempre quis vencer para te mostrar.
M.
Varri da mente o que nunca foi real,
Um pensamento solto, tão trivial,
No luar, um suspiro se escondeu,
Na dança das ondas, o tempo se perdeu.
M.
Apaguei do céu o brilho onde me escondi,
Deixei no tempo um sonho que nunca vivi,
Nos meus delírios andei sem direção,
Na beira do mundo, perdi o chão,
E mesmo assim, deixei o vento me levar,
Sem saber se ia voltar,
Mas na minha mão, um verso quis pousar,
Como um refrão perdido no ar,
Na solidão, nasceu uma canção,
Feita do amor que venceu a razão.
M
Apagar do luar o refúgio que um dia encontrei,
Silenciar da mente o eco de um pensar sem cor,
Nos dias insanos, desaparecer na bruma à beira-mar,
E sem porquê, render-me ao feitiço de um amor que venceu,
Esperando, na palma da mão, o pouso suave de um verso.
M.
Esquecer que no luar encontrei um lugar perdido,
Varrer da minha memória um pensamento vazio,
Em dias de loucura caminhar na orla e desaparecer,
Para sem razão perder-me na magia de amor vencedor,
E na minha mão esperar que pouse o poema de uma canção.
M.
Viver ou não viver, ser ou não ser,
Ter um sentido, seguir sem sentido,
Caminhar sem destino, fugir para longe do destino,
Saber que nada serei, acreditar que um dia serei.
M.
Fios de brilho escorrem do nada,
em cascatas de luz pura,
E no ar, um espaço diáfano pulsa,
canções etéreas murmura,
Quero tecer instantes de sol,
em páginas de orvalho madrugador,
A cada passo, um raio me guia,
desvendando um caminho de fulgor.
M.
Este é um poema feito de linhas estreitas e cintilantes,
No ar dança um vazio de espaço que esvai no meu ser,
Quero fazer um momento de luz e não sei onde escrever,
Dou mais um passo e não encontro o caminho para me levar.
M.
Vivo entre a serenidade de uma leveza que me leva,
Para um mar de saudade que desbrava na rua da alegria,
Descobrir um momento de pausa para descontrair,
E levar-me até ao cimo do cume onde possa ver novamente.
M.
No sorriso que se entrega, a alegria reside,
O teu olhar espreitando na abertura da moldura,
No espelho de luz, a tua imagem me ilude,
Na minha mão e na tua, uma vastidão nos procura.
M.
A felicidade mora num sorriso que se solta,
No teu olhar, segredo que se esconde por uma janela entreaberta,
No brilho do teu espelho, um fantasma volta para fugir,
Na tua mão e na minha, uma fuga na aridez deserta.
M.
Achar a alegria num sorriso puro teu,
Espiar-te através do vão da luz que entra,
Ver-te onde a luz se espelha, numa límpida visão,
E juntos, pela mão, desaparecer na névoa extensa.
M.
Sentir-me feliz num sorriso desprendido,
Olhar-te pela fresta de uma janela aberta,
Encontrar-te no reflexo de um espelho de luz,
Dar-te a mão e fugir por entre as brumas do deserto.
M.
Como uma luz que se acende e toca o corpo despido,
Suavemente desliza no suor o calor sentido,
Numa correria de avanços e retrocessos vai até ao íntimo,
Agarra um vento de esperança e segue sempre ávido,
Naquele dourado de um azul banhado para lá ser destemido.
M.
Onde reside a alegria de simplesmente ser,
Em cada instante presente, a vontade pulsa sempre a valer,
Em cada sorriso aberto, a luz convida a ver,
Em cada novo amanhecer, a voz do sol nos faz florescer.
M.
Em que recanto se esconde o desejo de renascer,
Por quais caminhos perdidos a falta de vida terei de colher,
Em qual espelho distante a esperança há de florescer,
Para onde seguirei se a canção da aurora não me puder aquecer.
M.
Onde está a aquela vontade de querer voltar a ser,
Onde terei de procurar a saudade de querer viver,
Onde poderei encontrar a luz que me guie até ver,
Onde irei se não escutar a voz do sol para voltar a ter.
M.
Chuva que assalta a Alma caída de um penhasco na penumbra,
Sorte de um pobre que almejou alcançar o Sol para se banhar,
Na fonte onde a água jorra para aquele que procura a sua
luz,
Onde a vidente descobriu que na lua uma visão se viu.
M.
Só penso em entrar pela porta da frente e ver-te uma vez
mais,
Deixar-me abraçar pelo teu sorriso que invade a minha Alma,
Encontrar-me no teu corpo e descobrir um sentimento doce,
E sem inveja do tempo deitar-me a teu lado a pensar em ser
feliz.
M.
Indo por este caminho que se ilumina na escuridão da minha mente,
Não sei se encontro em mim a força de voltar a acreditar,
Procuro um momento de mel que deleite um pensamento vazio,
E como uma aventura sem destino encontrar o destino.
M.
E se um dia acordar na noite sem conhecer a promessa,
Sentir sempre aquele calafrio que me deixa sem pensar,
Deixo-me ir na leveza de um pensamento rasgado,
Que alguma vez foi escrito por quem não sabia amar,
Mas que ao cair para lá da montanha encontrou a sua Alma.
M.
Estar longe onde a memória não me preencha o vazio,
Vaguear por entre as brumas de uma maresia acontecida,
Deixar que o vento me leve o perfume de um corpo sem sabor,
Lutar com os punhos cerrados sem saber se serei vencedor.
M.
Se tivesse asas saberia eu voar?
Se fosse eu alguém teria sentimentos?
Se quiser acordar poderia sonhar?
Se dar o meu sangue irei sentir a dor?
M.
Para cima e para baixo assim os sentimentos se encaixam
neste corpo,
Uma Alma que procura uma centelha de nada que não aparece,
Quer saber de que cor é que se veste o céu nos dias de tempestade,
E nas noites de verão que beijo pode sentir ao molhar a
chuva,
Sem saber se o seu coração será uma vez mais destroçado.
M.
Era uma vez aquele rapaz que se sentou à espera daquela
mensagem,
Esperou que a sua esperança fosse alcançada naquela brisa,
Mas o céu não lhe deu a resposta e nem a prece de mais um
momento,
Acreditou e todos os dias voltou para aquele penhasco à
espera,
Seria que ao longe no horizonte iria encontrar o seu folego
perdido,
Não sabia se era mais uma madrugada mal dormida ou um sonho esquecido,
Percorreu o seu caminho e à espera ficou.
M.
Nos olhos de quem uma vez acreditou na leveza de ser,
Na certeza de que o calor de uma manhã seria o seu encanto,
Num beijo sentido na pele despida de preconceitos,
E naquele abraço que o sentimento deixa voar até sempre.
M.
Naquele beco sem saída, descubro uma porta,
Era o brilho dos teus olhos que a vida me trouxe,
E ali, ao te olhar, me encontrei em vez de me perder,
Com um sorriso, escolhi apenas viver.
M.
Acordo com palavras dançando na ponta da língua,
Nos fios do vento, um abraço quente me acaricia,
Na tua pele suave, encontro a alegria escondida,
Vejo ao longe uma esperança que sorri e me guia.
M.
Já me cansei de acordar sem palavras na minha boca,
Escuto nos fios de um vento frio um calor que me arrepia,
Sinto na suavidade da tua pele uma melancolia perdida,
Vejo ao longe uma esperança pela qual fui um dia enganado,
Naquele beco sem saída fiquei a olhar para ti e assim ficar
perdido.
M.
Uma memória da história,
que nos molda e guia o olhar,
recordação de se encontrar
na trama viva da vitória,
Um caminho a seguir,
em direção à luz que aquece,
que em cada curva se tece
com coragem para persistir.
M.
Um momento eterno,
gravado na alma que sente,
como chama que não se ausente,
calor que vence o inverno,
Uma memória feliz,
de risos que o tempo guardou,
dos dias que a vida pintou
com as cores que sempre quis.
M.
Um momento a sós,
quando o silêncio é poesia,
e o coração, melodia,
que fala mais do que a voz
M.
Uma vontade de voar,
como quem nasce outra vez,
rasgar os céus com altivez,
e em liberdade se reinventar.
M.
Uma vontade de sair,
de deixar para trás as amarras,
abraçar o mundo sem farpas,
e simplesmente existir.
M.
Uma vontade de ir,
de cruzar o horizonte e o tempo,
correr ao encontro do vento,
onde os sonhos sabem sorrir.
M.
Uma vontade de ir, uma vontade de sair, uma vontade de voar,
Um momento a sós, um momento a dois, um momento eterno,
Uma memória feliz, uma memória de fé, uma memória da história,
Um caminho a seguir, um caminho de sol, um caminho para
voltar.
M.
Cintila o desejo no toque de mãos que se buscam,
Como labaredas que nas sombras nunca se ofuscam,
E o dia amanhece, despido de promessas vazias,
Onde as almas dançam nas chamas de novas poesias.
M.
Sussurros perdidos na melodia de um instante,
Lágrimas de estrelas caindo em um céu distante,
Delírios que se encontram nos abismos do sentir,
Na cama da saudade, o universo a explodir.
M.
Ecos de sonhos murmurados entre silêncios febris,
Segredos que dançam na penumbra de olhares subtis,
Cores que sangram do céu num crepúsculo incerto,
Desejos que florescem onde o tempo está deserto.
M.
Insanidade encontrada nas palavras que te digo ao ouvido,
Loucura de pensamentos que invadem o transpirar de um pedinte,
Luz de vida que pinta este quadro de cores de Dali,
Fantasia desejada numa cama despida no amanhecer de um dia.
M.
No voo livre do pássaro, no doce aroma do dia,
Na cumplicidade do tempo, que sorri ao passar,
Celebro o agora, tão cheio de harmonia,
E no pulsar do momento, me deixo encantar.
M.
Pelas trilhas de um instante onde tudo é descoberta,
No abraço do mundo, tão vasto, tão vibrante,
Na dança das cores de uma alma sempre desperta,
Encontro a magia da vida a cada novo instante.
M.
Por entre risos do sol que atravessa a manhã clara,
No brilho das flores dançando ao vento com alegria,
Nas notas douradas de um riso que nunca se separa,
Vive o encanto da vida, leve como melodia.
M.
No abraço do horizonte que dissolve a madrugada,
No suspiro do universo que teima em se revelar,
Descanso a alma, tão plena, tão delicada,
Na eterna promessa de um sonho que voltou a cantar.
M.
Por caminhos bordados de estrelas e memórias tardias,
Onde o silêncio murmura segredos que não têm fim,
Entre as curvas do destino e as marés das melodias,
Fico à deriva do instante, onde o amor fala de mim.
M.
Por entre as sombras do olhar que atravessa a distância,
No toque sutil do tempo que embala sonhos ausentes,
Nas cores que dançam no céu, vestindo a noite de esperança,
E no sopro de uma prece que o coração pressente.
M.
Pelas brumas de um beijo que atravessa esta mensagem,
No som das asas que me levam ao encanto do sentimento,
Nas palavras que ecoam no vento na loucura de uma aventura,
Junto ao leito de uma margem invadida de luar prata.
M.
Descubro em mim um elo sem ligação que me deixa cair,
Não sei que sentimento me assalta o luar do meu sono,
Sem vontade de acreditar que por momentos posso ser feliz,
Deixo-me andar pelas ruas sem sentido de voltar a acertar,
Na escolha de uma lágrima vertida num corpo despido.
M.
Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...