braços

 é estranho,

este corpo que se solta quando te vê 
como se a gravidade deixasse de ter sentido.

vou noutra direção,
sem mapa, sem norte,
apenas o eco do teu nome.

encontrar-te foi
um acaso bonito numa noite cansada,
entre luzes que caíam do céu
e promessas que ainda não sabiam ser promessas.

mergulho nos teus braços
como quem aprende a respirar outra vez,
e fico ali,
a tentar descobrir
onde começa o teu coração
e onde acabo eu.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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