Ando às voltas à procura das voltas do mundo,
Dedilho mais um acorde de um poema que não é meu,
Feito de sonhos que alguém um dia imaginou,
Sentado junto a uma colina,
Julgou que a poesia era o seu verso de uma mensagem,
Olhou à sua volta e descobriu o perfume do orvalho,
Que se sentava junto ao chão que agora era molhado,
E no vento que penteava as folhas de um cipreste,
Correu para o mar na esperança de lá encontrar,
A doçura de uma criança dançar nas ondas,
Daquela bruma que despertou em si o momento,
Descoberto na melodia de uma sonata lunar.
M.
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