cipreste

Ando às voltas à procura das voltas do mundo,

Dedilho mais um acorde de um poema que não é meu,

Feito de sonhos que alguém um dia imaginou,

Sentado junto a uma colina,

Julgou que a poesia era o seu verso de uma mensagem,

Olhou à sua volta e descobriu o perfume do orvalho,

Que se sentava junto ao chão que agora era molhado,

E no vento que penteava as folhas de um cipreste,

Correu para o mar na esperança de lá encontrar,

A doçura de uma criança dançar nas ondas,

Daquela bruma que despertou em si o momento,

Descoberto na melodia de uma sonata lunar.

M.

 

 


lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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