descanso

Nem sei por onde começar este caminho que me atravessa,

Cheio de encruzilhadas e desvios que me levam,

Para lugares onde o pedinte encontra o seu descanso,

Ardentes fantasias que transpiram por entre os poros,

Mas que a manhã acorda no despir da noite,

Acorrentado ao pensamento que prende a visão do futuro,

À espera de que a vontade de viver possa uma vez mais ser,

Um momento esperado pelo navegante da lua,

Num cruzeiro sem vela ou sem chama,

Trilhando o pó da terra batida no seu encontro com o destino,

Vestido para lá encontrar o rasgo da sua morte.

M.

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

Enviar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem