Na sombra de uma serenata leva o meu beijo,
Deixa o que o teu corpo toque o meu,
Num pedaço de mel que sentes junto ao peito,
Levo comigo o teu sonho até ao céu,
Largo para trás a sombra de um passado,
E deixo o vento tocar os teus lábios.
M.
Na sombra de uma serenata leva o meu beijo,
Deixa o que o teu corpo toque o meu,
Num pedaço de mel que sentes junto ao peito,
Levo comigo o teu sonho até ao céu,
Largo para trás a sombra de um passado,
E deixo o vento tocar os teus lábios.
M.
Mesmo disforme, o meu corpo é teu,
A alma que dança nas nuvens,
Procura em ti o meu sonho no céu,
Agora que vou serei tu e eu,
Naquela colina a observar o horizonte,
Onde se estende a neblina de uma manhã,
Olhamos, e sentimos a leveza latente,
No coração que chora por mais um jubileu.
M.
Faz-me acreditar que ainda serei verdadeiro,
Posso eu querer voar até onde é impossível,
Levar-te comigo e abraçar-te no meu sonho,
Naquele rio de lágrimas vertidas,
Onde fui uma vez mais feliz por saber que eras,
O meu desejo escondido surgido na bruma,
De mais uma onda que fugiu daquele revolto mar,
Mas que apanhamos por acreditar que era real.
M.
Fica aqui comigo e leva-me para longe,
Vamos escrever mais uma história,
Neste livro que de páginas em branco,
Dias de amor sentido ao cair da noite,
Passeios junto à areia de ouro,
Razão de mais um beijo que te dou,
Momento que desenha mais uma fantasia,
Criada para descobrir o teu desejo no meu.
M.
Vamos fugir para longe daqui,
Sair e ir em direção ao sol de inverno,
Mergulhar no lago de água cristalina,
Saborear a melodia do vento ao luar,
Fintar a eternidade num momento a sós,
E sentir dentro do coração o calor,
De mais um beijo que damos na noite.
M.
Um dia irei despir as sombras passadas,
Encontrar um caminho de liberdade,
Fazer amor ao luar e ser feliz,
Descobrir o mel dos teus lábios,
E dizer as palavras certas ao teu ouvido,
E entender o mistério de voltar a caminhar.
M.
Num salto de sal no vazio do meu espaço,
Procuro aquilo que não sei procurar,
Ilusão de um poema escrito ao luar,
Vagueio o pensamento no meu cansaço,
Dedico mais uma prece à vida para inspirar,
A doce melodia de um lugar que não conheço,
Preso em mim a esperança que quero expressar,
Naquela montanha onde fico e esqueço,
A vontade descoberta na janela aberta para dar.
M.
Aperta-me o meu peito quando me lembro,
Quebra-me o meu folego no vento junto ao rio,
Tira-me o sossego desta vida sem sentido,
Penso que irei erguer mais um momento,
Para encontrar um beijo ao fundo da magia,
Que fantasia o meu sonho no futuro contigo.
M.
Não foi preciso voltar a transformar este dia,
Quero que tomes conta de mim neste frio,
Levar-me até ao infinito e dar o passo no caminho,
Onde irei receber a onda de um calor sentido,
Mesmo que a terra e o mar não queiram estar,
Na certeza de que darei o teu sorriso ao vento,
Para voltar a encontrar o riso desta vida,
E encher o meu peito de esperança para te ver.
M.
Estou cansado de tanto não sentir,
Saio porta fora porque não encontro,
Digo-te que a minha Alma está pobre,
No meu mundo os pensamentos fogem,
Nada é suficiente para saber onde ir,
Sou um vilão de uma história sem fim,
Respeito os deuses que querem ouvir,
A minha prece que não tem enredo,
Mas que me deixa num canto sozinho,
A pensar se apenas posso viver,
Aquela quimera de vida contigo.
M.
Já fui poeta de água doce,
Um vilão sem tesão,
Já acreditei nas estrelas,
Numa noite de verão,
Já pensei que nada era,
Um ser sem determinação,
Já fui ao cimo de monte,
Num dia sem visão,
Já não sei onde irei parar,
Na noite que não acordou.
M.
Sou um poeta sem letras de sol,
Uma viola que toca sem acordes,
Um veleiro que navega sem vela,
Um viajante sem mala,
Uma mensagem sem palavras,
Um momento sem sentido,
Sou apenas um esquecido,
Um pobre em casa de nobre,
Uma imagem sem espelho,
Sou aquele que procura,
Um desafio para encontrar,
Uma loucura para cometer,
Um desejo para sonhar,
Sou um sentimento no vazio,
Uma melodia sem canção,
Um beijo sem ilusão.
M.
Na encosta de um sonho que se perdeu,
Encosto a minha cabeça para lá escutar,
O fragor de uma canção escrita à pressa,
Sem rima ou poesia para encantar,
Mas feita de pinho marinho,
Que perfuma as páginas de um livro aberto,
Onde um herói procura a sua dama,
Perdida na torre de um castelo de algodão,
Feito de muralhadas sem dragão,
Mas que o cavaleiro ficou na sua paixão,
Enfeitiçado pela magia do seu sorriso,
E sem demora entoou os sonetos do seu amor,
Para lá deixar a coragem de ser um mocinho,
Num renovar de pele para colorir o seu rosto,
Encantado pela leveza de mais um beijo.
M.
Nem sei por onde começar este caminho que me atravessa,
Cheio de encruzilhadas e desvios que me levam,
Para lugares onde o pedinte encontra o seu descanso,
Ardentes fantasias que transpiram por entre os poros,
Mas que a manhã acorda no despir da noite,
Acorrentado ao pensamento que prende a visão do futuro,
À espera de que a vontade de viver possa uma vez mais ser,
Um momento esperado pelo navegante da lua,
Num cruzeiro sem vela ou sem chama,
Trilhando o pó da terra batida no seu encontro com o
destino,
Vestido para lá encontrar o rasgo da sua morte.
M.
Ando às voltas à procura das voltas do mundo,
Dedilho mais um acorde de um poema que não é meu,
Feito de sonhos que alguém um dia imaginou,
Sentado junto a uma colina,
Julgou que a poesia era o seu verso de uma mensagem,
Olhou à sua volta e descobriu o perfume do orvalho,
Que se sentava junto ao chão que agora era molhado,
E no vento que penteava as folhas de um cipreste,
Correu para o mar na esperança de lá encontrar,
A doçura de uma criança dançar nas ondas,
Daquela bruma que despertou em si o momento,
Descoberto na melodia de uma sonata lunar.
M.
Tenho medo de ir sozinho pela estrada fora,
Levo comigo as trevas que me assaltam o espírito,
Quero escrever, mas não sei o que pensar,
Sentado olho o horizonte à procura de uma esperança,
Sei que sou duro e pouco tenho a dar,
Começar de novo um caminho que procuro perceber,
Se a centelha que tu vês é a mesma que eu tenho,
Para acreditar que ainda faço sentido aqui,
E que as minhas mãos vão abraçar no destino,
Aquele momento que trouxe a paz para dentro de mim,
E acordou a luz que precisava de respirar,
O ar que uma vez ficou aprisionado ali,
Num mar de pensamentos onde vivi.
M.
Quando a tua mente te deixa sem vontade,
Nos recônditos lugares em que te perdes,
Aqueles pensamentos surgem sem sentido,
Na esquina de uma rua vazia,
Num lugar em que te sentes ali sozinho,
A pensar que vida é a tua,
A viver as mágoas de nada saber fazer,
Onde o sentimento cresce de dentro,
Para transbordar os dramas que assolam,
A cave dos sonhos perdidos,
Onde alguém tentou de lá sair,
Para em direção ao Sol esperar a sua vez,
De aquecer um coração que desespera,
Pela oportunidade de sorrir para o vento.
M.
Moves-te como o vento no meu rosto,
Devagar sinto o teu perfume,
Quero ir mais longe mesmo que não saiba,
Ali estás à espera que eu espreite,
Olho meu corpo sem o dom de saber,
Se posso ser eu o rio que vai encher o teu oceano,
Esqueço que tenho pouco para te dar,
A não ser aquele dia de prazer à beira-mar,
Quero fugir de mim mesmo para lugar nenhum,
Mas sei que me queres ao luar,
Ir por caminhos que não sei trilhar,
Refazer o pensamento e medo de errar,
Acreditando que posso voltar a encontrar,
O doce dos teus lábios no sabor da minha vida,
Libertar as sombras da minha Alma para sentir,
O dia em que irei voltar a ser feliz sem pedir.
M.
Invade-me um estado de melancolia,
Não sei de onde vem esta história,
Quero saber escrever a sua essência,
Em mim procuro aquela paciência,
Para encontrar as palavras de glória,
Daquelas batalhas onde venci a resistência,
E a luta foi feita após uma Epifânia,
Encontrada num lugar remoto e sem alegria,
Onde me sentei e fiquei na minha filosofia,
A pensar que a sombra fosse apenas uma fragrância,
Da vontade que iria ter assim no longínquo dia,
Da mágoa que sinto por não ser a vitória.
M.
Nada me seduz nestes dias de viver,
Não sei se quero continuar assim,
A tentar encontrar algo para ter,
Sabendo que posso voltar a ser,
Um sorriso que se apagou na sombra,
De uma noite em que fui embora,
Para um lugar onde quero morrer,
Depois de terminar o caminho trilhado.
M.
Fazes da minha cabeça uma bagunça,
Quero viajar para o movimento eterno,
Não irei parar para desviar a minha atenção,
Sair da carruagem sem pensar que irei,
Encontrar o teu sorriso que me enlouquece,
Num destino que procurar passar ao lado.
M.
Já nem lembro do que devia ser,
Num filme que não sei o guião,
Numa curiosa esperança sem ilusão,
Faço do céu o meu caminho a arder,
Num mar de chamas sem sombra,
Num nome que procuro para a ascensão,
De um espírito que me usa na quimera,
Escondida entre as ondas do renascer,
Pensada para um dia ir até efémera.
M.
Só preciso de mais um tempo,
Feito daquele momento,
Onde me vou deixar ir,
Para saber que apenas irei,
Descobrir a centelha de uma vida,
Desbravada na curva vivida,
Pelo náufrago sem barco,
Sentido no melhor que posso mostrar,
E naquele sentimento voado,
Por nuvens feitas ao luar.
M.
Sinto o teu mel no beijo da tua boca,
Ficamos à chuva naquele tempero de vida,
Olho para ti e pergunto pela tua saudade,
Será para sempre que irei sentir este sal,
Quero ganhar esse teu perfume,
Na felicidade de não querer chorar,
E sozinho não ter qualquer dúvida,
Que a verdade não manual de instruções,
Mas que no teu leito irei cultivar o pomar,
Naquele sabor sentido que dá o meu gemer,
De tanto procurar o amar de morder.
M.
Já não sei para onde vou,
Só sei que posso ir para ver,
Preciso de ouvir que é assim,
Como é que será a saudade,
Naquele mar que procuro,
A tarde em que namoro,
Contigo até ao por do sol,
Onde estás à minha espera,
Para partir até ao destino,
Que fica para lá das montanhas,
E acorda na enseada do jeito,
De voltar a ficar perdido.
M.
Faço desta história mais um universo de versos,
Estrelas do céu que vão pintar as suas páginas,
Num enredo de flores silvestres que despontam,
Na minha boca que quer ouvir as sílabas de um poema,
Para um dia perceber que nada é artificial,
Mas a minha vontade leva-me até ao fim desta rua,
Que debaixo de chuva deixa o meu corpo nascer,
Agora e sempre na força que estremece até vencer.
M.
Eu sinto as palavras que não sei escrever,
Sempre será um livro que não sei ler,
Sentimento vertidos em folhas de ver,
Enquanto fico a olhar para o reconhecer,
Daquele dia em que apenas soube apreender,
Que não fico bem naquele dia em quero viver,
Numa vida que será feliz se eu nada temer,
Depois de acordar das chamadas ao receber,
Um pouco mais de carinho ao agradecer,
Que perto de ti nada é melhor do que acontecer.
M.
Suspiro por saber onde posso respirar,
Não sei por onde posso levar o meu ar,
Varro caminhos sem saber e lá parar,
Lugar de sombras sem o meu lar,
Rude pensamento que me quer afastar,
Daquele mundo onde posso encontrar,
Na promessa que saberei preservar.
M.
Nem sei que palavras posso escrever,
Longe de mim sinto o vazio,
Fico sem motivo para me levantar,
Que feito é este que nada é,
Encontro a minha sombra e volto,
Para lá ficar sem saber onde ir.
M.
Levaste o meu coração naquele dia,
Onde é que fui encontrar tal melodia,
Agora que o Sol brilha uma vez mais,
Acredito que seja o tempo que acordou,
Para ouvir as preces da minha voz,
Nas poesias que unem o meu querer,
No mudar da veste de um peregrino que esperou,
Nesta canção que foi feita para ti,
E uma vez mais viver para além dos limites.
M.
Mais próximo é o dia em que te alcanço,
Ao longe o Sol brilha no teu caminho,
Suor de lágrimas de calor no teu corpo,
Fantasia de um sonho que nasce comigo,
Amor que se sente ao tocar os teus lábios,
Paixão que é ardente na fogueira selvagem.
M.
Deixa o rio correr debaixo desta ponte,
Levo a minha bicicleta até à esquina,
Deixo-me guiar pelo perfume do ar,
Pelo caminho trago a tua cara bonita,
Quero correr mais um pouco para ver,
O teu sorriso que foi criado na esperança,
De voltar a abraçar-te com a força do mundo,
E beijar a tua boca sem esquecer o momento.
M.
Como posso eu desejar que o céu seja azul,
Lembrar-me que o meu amor é verdadeiro,
Sentar-me à espera que possas ver o meu poema,
Num momento que guardo dentro de mim,
Para ficar louco por saber que tu vais beijar-me,
Naquela noite onde tudo vai ser possível,
E seguir sempre em frente para descobrir o sul,
Daquela cura que o coração procura para si,
Sem nada que nos afaste do destino traçado,
Num oceano chorado pelos anjos do Amor.
M.
O teu corpo esconde poesia,
O teu beijo deixa-me louco,
O teu sorriso é o meu encanto,
O teu coração derrete o meu,
O teu olhar deixa-me ver,
O teu carinho aquece o dia,
O teu amor leva-me ao céu.
M.
Bailando uma dança que te leva ao paraíso,
Oscila comigo e leva-me contigo,
Quero ser mais um beijo teu,
Na loucura de pensar que estás aqui,
Fecha-me dentro e acredita no teu sonho,
Junto ao teu coração o meu desejo,
Dentro de mim a minha luz espera por ti,
Para brilhar naquela noite de prazer,
E na manhã onde os corpos se sentem,
Uma vez mais apaixonados de tanto querer.
M.
Algo que quero dar ao nascer de um dia,
Encontras o meu fiel coração ao descoberto,
Vou por entre ruas a descobrir o teu mel,
Sinto a melodia de palavras feitas pelo poeta,
Pedinte de preces ouvidas pelo céu,
Para em ti voltar a acreditar que és o caminho,
E na esperança do teu beijo seres o meu ninho.
M.
Quanto tudo altera à volta de um trajeto,
Tentas ser um mastro de um navio à bolina,
Aguentar a força da maré que invade o espaço,
Segurar a fé que nos prende à vida,
Lutar para deixar de ser um cavaleiro solitário,
Emergir das trevas e conquistar a luz,
Cantar melodias que possam alegrar o dia,
Manter o rumo em direção ao teu caminho.
M.
Livre é o tempo que voa no ar,
Fogo que arde no gelo de uma fogueira,
Túlipas que encantam o meu olhar,
Mar de momentos colecionados ao luar,
Fantasia que levo na algibeira,
Numa madrugada de Amor para inspirar.
M.
Não quero largar este aperto que sinto dentro de mim,
Sei que tu és a minha esperança,
Num sinal vindo da noite fria encontro o meu caminho,
Terei eu a vontade de continuar,
A acreditar que nas estradas do deserto a sorte sorri,
Farei o que tiver de ser para ser,
Num nervoso de Alma que sente o teu sorriso,
Irei sem fim até ao fim deste mundo,
Armado nos braços de um anjo que me carrega,
Sentirei o seu apelo dentro de mim,
E no bater de mais um capítulo irei sobreviver.
M.
Tento escrever mais uma palavras sem voz,
Quero ser diferente e mostrar que sou suficiente,
Por onde quer que vá escapo de mais pesadelo,
Largo este fardo que carrego para voltar a ser,
Seguro mais um copo de vinho para reter,
Um pensamento que me faz mais feroz,
Varro de mim a sombra para não mais ceder,
E sei que não serei aquele exemplo,
Mas acredito que posso na corrente,
Encontrar o milagre de sentir outra vez.
M.
Diz-me algo que me deixe às portas do céu,
Através do teu perfume acreditar que ainda posso,
Ser um homem livre desta prisão,
Deixar para trás um rio de pensamentos sem sentido,
Ir até confim deste mundo e esquecer,
Que a tormenta um dia me ensombrou a vida,
E a tua luz me fez sorrir novamente,
Quando a tempestade levou com ela o pesadelo.
M.
Num reflexo encontrado na água de uma onda,
Quero lembrar o eco perdido no teu olhar,
Ficar a assistir ao advento de uma liberdade libertada,
Correr para o lugar onde a nossa infância se perdeu,
Deitar-me aqui e agora para no vento ficar no silêncio,
E escutar a memória de uma paixão acontecida,
Vivida num momento de magia selvagem,
Tão difícil de encontrar entre as cortinas da vida.
M.
Conta-me coisas que ainda não conheça,
Ouve-me nas cantigas cantadas ao vento,
Deixa-me levar-te até ao cimo de uma esperança,
Leva-me contigo pelo caminho deste contento,
Diz-me onde posso ver novamente a criança,
Olha-me nos olhos e sente o meu peito.
M.
Para onde quer que me vire este pensamento,
Perto de mim escuto aquela voz de dentro,
Quero ser o fogo que não consegue adormecer,
Deito-me a pensar como posso transbordar,
Do topo do mundo a vontade de te abraçar,
Em forças que não consigo explicar,
Num único timbre que apraz o teu beijo.
M.
Se for forte o suficiente para te agarrar,
Se for intenso na vontade de te beijar,
Se for para a frente com o teu encantar,
Se for capaz de te amar até ao limiar,
Se for até ao fim só para te encontrar,
Se for sempre assim o meu amar,
Se for um dia até ao fim sem hesitar,
Se for uma maré de perfume para almejar,
Se for apenas mais uma sensação para realizar.
M.
Nos braços de um oceano sentido no peito,
Não quero largar este sentimento,
Deixa-me ir ao teu encontro e lá morar,
No cetim de uma noite de prazer,
Olhar para o teu lindo resplandecer,
Porque a vida é um dia para manter,
Junto ao coração que espera acreditar,
Na gentileza de um movimento eterno.
M.
À bolina de aroma de paixão,
Um horizonte que se pinta para sorrir,
Uma Alma que grita alto,
No sabor daquele que é afortunado,
Fugindo do enredo uma vez escrito,
Em sonetos de cantam pelo prado,
Na tua ternura que chega pela mão,
E me leva até ao dia em que sou leão.
M.
Vida que me corre nas veias até à exaustão,
Quero libertar esta vontade de voltar a ser,
Encontrar nas vielas de uma vila o desafio,
De sentir as voltas de uma rotação do sol,
Para na vertigem da viagem sair para te ver,
Naquela janela onde me esperas para beijar,
O meu coração que por ti quer uma sensação.
M.
Quero algo que me faça atingir o céu,
Largar sementes à terra e ver florescer,
Andar perdido nas ruas e levantar o véu,
De uma cortina de neblina para ver a luz,
A nascer junto a ti e ao meu sorriso,
Dizer alguma coisa que te faça ver,
As palavras que não consigo escrever,
E encontrar aquilo que procuro na noite.
M.
Longe fui no meu resignado,
Quis abraçar para ser obstinado,
Larguei a sombra e encontrei um legado,
Junto à esquina da perdição fiquei alienado,
Por ver-te na magia de um beijo arrojado,
Perdi uma mensagem e fiquei danado,
Mas com a certeza que não será do medo,
Que o meu peito assim ficou atribulado,
De pensar que agora é que seria sagrado.
M.
Segunda-feira dia de acontecer,
No sono de uma noite fiquei à espera,
Fui para lá da colina para te ver,
E na sexta-feira procurei a tua mão,
Para numa fantasia sonhar a tua paixão.
M.
Entre o mar e a terra uma distância a percorrer,
De longe vem o vento para contar segredos ao ouvido,
Para lá das montanhas um oásis de paixão,
No deserto das dunas celestes corre uma maresia,
Em busca de uma graça anda o peregrino,
Na tua feição o sorriso da perfeição,
E no leito de um sonho busco a rendição.
M.
Durante uma década de promessas perdidas no vento,
Irei até aos confins do universo para te encontrar,
Na chuva que me toca o corpo não irei arredar,
No sol que me fere a pele neste caminhar irei manter,
Um rumo até junto daquele coração que me escuta,
Naquele sentimento que foi descoberto no mel de um beijo,
E onde à janela fico a observar as ondas do teu cabelo,
Para lá eu mergulhar como um aventureiro na sua senda.
M.
Uma viagem ao longo da margem de um mar revoltado,
Tropeço em pedras de erros que sei que cometo,
Sozinho na solidão da minha meditação,
Tento encontrar o fio de prata que me leve até ao
desfiladeiro,
E lá encontrar a minha perdição,
Num ato de compaixão tiro de mim mais este peso,
E acredito que a bonança irá surgir num dia de luz,
Fantasiar vidas que quero viver contigo ao meu lado,
Sem que a sombra persiga a vontade de querer,
Uma vez mais sentir a emoção de ter o teu sorriso,
Junto ao meu peito,
E volvido de uma tormenta para encontrar a paz em ti.
M.
Aceito o momento para saber que irei mais longe,
Olho para ti para lá encontrar o teu riso,
Palavras que digo ao teu ouvido para lembrar,
O sentimento que sinto por estares aqui,
A ver a surpresa deste coração que acredita,
Que pode ser teu no beijo do teu encanto.
M.
Cortinas de sabor sentidas na pele deste enamorado,
Um futuro que é desenhado numa folha de papel,
Em ritmo de uma passada ao largo de uma praia,
Onde a bruma de uma onda transporta a imaginação,
Encontrada por alguém que almejou pensar em ti,
E acreditou que o sonho era possível pela sua paixão,
Sentida no fundo de um sentimento que despertou,
O lado positivo do teu ser e inocência do meu desejar,
Para num arrojado movimento beijar a tua boca.
M.
Já fui um marinheiro de ondas curtas,
Levei comigo a tua melodia no meu peito,
Não quis desperdiçar aquele momento,
Onde a tua mensagem surgiu por entre a vontade,
De abraçar o teu sorriso que despertou em mim,
O prazer de ver-te feliz naquele dia de verão,
E na comunhão de duas almas foi uma explosão,
De sentimentos acordados depois de uma noite,
Pegada de beijos incendiados em prazer.
M.
Esta canção é sobre a tua magia da noite,
Cantada nos acordes de uma melodia suave,
Que se desfaz em letras vividas em ti,
Num som que desfaz o sentido de ouvir,
Cada uma das notas imaginadas numa pauta nua,
Mas que se vestiu de pedaços de amor para lembrar,
O sentimento que vai dentro do teu coração,
E que numa corrida sem destino e sem ilusão,
Desperta em mim o desejo de te beijar.
M.
Campos infindáveis de tons quentes no verão,
Numa onda de pequenos sentimentos de paixão,
Aqui onde o céu toca a terra num profundo beijo,
Cantado aos sete cantos para lá ficarem,
A contemplar um manto vestido de azul-escuro,
Cintilado na brisa de uma manhã que alvorece,
Para colher de ti os frutos de um amor encontrado,
Na viagem dos amantes que procuram a fé,
Naquele que caminho bravio e vagabundo,
Encontrado no fim de uma jornada de medo.
M.
Quero dinamizar o meu folego no vento que sopra,
Ir ao encontro das estrelas e encontrar a luz,
Correr atrás de uma centelha de fogo para abrir,
A porta de um mundo que abraça o destino,
Num querer de pedinte que pede mais um dia,
Para que possa ver em ti a alegria de sorrir,
Na esperança de que serás a Lua deste Sol.
M.
É a última vontade que quero trilhar,
Numa epopeia de mares crispados,
Levo comigo a esperança,
Atiro ao ar um feitiço de tempo,
Num sonho que procuro viver,
Nos dias de inverno aquecidos pelo teu calor,
Nas manhãs de chuva enrolado em ti,
Quero descobrir a passagem para o além,
E saber que posso escrever um livro de fantasias,
Imaginadas no beijo da lua ao Sol,
E nas magias de um encantador de sonhos,
Vou até ao deserto procurar a tua sede,
Num caminho em que és o meu oásis,
Para lá parar e beber da tua inspiração,
Mais um pouco da tua sabedoria,
E deitar-me a pensar no que podemos ser,
Mesmo sem que nada seja preciso,
Para um dia o céu nos levar a descobrir,
O amor que é feito de tantas vontades.
M.
Quero recordar quando o dia é vivido contigo,
Saber que irei voar até onde o Sol me deixar,
Levar contigo uma mensagem para dentro de mim,
Pedir aos deuses que deixem acontecer o momento,
E na juventude da alegria acreditar que és tu,
A fazer a magia de me acordar para mais um poema.
M.
Prendo a minha respiração perante o teu sorrir,
Quero ficar calmo para te dar o prazer desejado,
No meu coração o batimento de quem inspira,
Na emoção que se desfaz na melodia dos teus lábios,
E na primavera desperta a energia de estar junto a ti.
M.
Serei eu um espinho num deserto de ideias,
Varrerei eu pensamentos que me levam até ao desejo,
Farei a vontade de sentir uma vez mais o oásis,
Terei a força de despertar após um enlace sem dor,
Irei eu ao cume do desgelo para encontrar a alma,
Ou poderei ser alguém em que possa acreditar,
Para um dia nas areias rebolar até ao fim da encosta.
M.
Sacerdote que guarda em si um pensamento,
Sacramento imaginado depois de um momento,
Apontar ao divino para se salvar de um esgotamento,
Acreditar que tu és o universo do seu conhecimento,
Numa palestra onde as palavras fazem o insólito,
De uma sensação que abraça o dia em que dás alento,
À noite fria onde as estrelas olham para o erudito.
M.
Tulipas vestidas de vermelho num tapete de cetim,
Despidas pelo vento que trouxe consigo o hoje,
Num contraste de cores que abrem o meu coração,
Para ouvir as cordas das palavras que tu escreves,
Num poema onde eu sou apenas um cordeiro,
Que procura transcender pela iluminação de uma noite,
A inebriante essência do teu perfume vertido em mim.
M.
Quantas lágrimas preciso de verter para te ver,
Quantas flores precisam de nascer,
Quantos dias desenhados precisam de ter,
Quantos momentos serão feitos para viver,
Quantas vontades alucinantes fazem crescer,
O sentimento que quero ver em ti.
M.
Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...