passageiro moribundo

Quando as estrelas existem no oceano profundo,

Sentir na mão um frio que não se sente ao tocar,

Quando a corrente nos leva até ao fim de um lago,

Mostrar que ainda não fomos até ao fundo,

Quando o fogo aquece uma fogueira incendiada,

Deixa derreter as mágoas de um passageiro moribundo,

Quando a passagem é feita de tortura de um refugo,

Fugir sem destino para um dia descobrir a loucura.

M.

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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