atropela

Sou os restos de um rio que transbordou na margem,

Um sopro perdido de um vento feroz,

Acabo sentado ao canto de um bar a esquecer o dia,

Navego sem remos rumo ao destino encantado,

E numa mensagem escrita sem palavras,

Procuro encontrar um caminho a percorrer,

Neste marasmo mental que me atropela,

E me faz esquecer que nem tudo é perdido,

Num dia que a noite vestiu de azul,

E a vontade da ilusão quis descobrir.

M.

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