Este é um corpo que sobe a colina e reluz,
Curvas perfeitas que nos deixam a repensar,
Sonho de verão que é um deleito dos anjos,
Descanso uma vez mais para lá conseguir chegar,
Ao coração que me quer beijar nas areias mexicanas.
M.
Este é um corpo que sobe a colina e reluz,
Curvas perfeitas que nos deixam a repensar,
Sonho de verão que é um deleito dos anjos,
Descanso uma vez mais para lá conseguir chegar,
Ao coração que me quer beijar nas areias mexicanas.
M.
Este é um capítulo de uma noite louca,
Uma bebedeira feita de água marinha,
Dimensão de altos e baixos que dançam ao vento,
Um calor que baila na margem de corpo perfeito,
Mais uma tequila que deixa a voz rouca,
Tiro uma fotografia e chamo-lhe, a minha rainha.
M.
Fresco ar que atravessa a janela do nosso quarto,
Salta para lá do lago azul que se estende à frente,
Vislumbras uma onda de mar que se banha ao raiar,
Agarro em ti e mergulhamos por entre as marés,
Sinto-me um pedinte ao ver a luz ao tocar o rosto,
Agradeço à noite o descanso onde repousa o meu lar,
Vivo o momento a pensar que assim será vivido.
M.
Quero escrever algo que seja marcante,
As letras apenas traduzem uma parte,
Ainda que mostrem aquilo que é forte,
Só um momento contigo é altamente,
Num beijo nessa tua boca apaixonante.
M.
Mexe a cintura à volta desta fogueira que arde,
Rodopia os teus cabelos e perfuma até tarde,
Balança o teu corpo e descobre a cidade,
Deita-te nos meus braços e sente a afinidade.
M.
Queres saber onde é que o destino nos leva na loucura,
Quero escapar-me contigo para onde a areia é doce,
Vamos esquecer os dias e viver as noites de mel,
Encontrar-nos na cachoeira e sentir o prazer do suor,
Perder-nos por entre as ruas da imaginação enquanto alvorece,
O raiar da ténue curva da vida que é cura.
M.
Grita, berra, e deixa que a tua voz seja livre,
Em branco, ou em preto, escreve as letras de aliciar,
Corre, corre sem parar até que a tinta se torne mestre,
Agarra, e segura o teu encanto até o dia arroiar.
M.
Ainda é hoje, ainda é amanhã, ainda é assim,
Ainda vamos, ainda iremos, ainda é caminho,
Ainda queremos, ainda teremos, ainda é cedo,
Ainda somos, ainda seremos, ainda é felicidade,
Ainda beijamos, ainda amamos, ainda é loucura.
M.
Quem quer descobrir um momento ao luar,
Quem quer saborear o sal que a vida nos dá,
Quem quer beber até que o raiar de um novo sol,
Quem quer beijar o mel dos lábios até esgotar,
Quem quer saber se o céu é azul ou é vestido de cetim,
Quem quer viver mais um dia e cheirar o jasmim,
Quem quer voar até ao alto e sorrir que nem um louco,
Quem quer amar para além do infinito e ser feliz.
M.
Nascido de uma dança ao luar,
Liberdade que voa por entre inocência das Almas,
Estrelas que descem para iluminar a sombra da noite,
Cruzamos as linhas que separam a barricada,
Sorrir por entre o sacrifício de viver sem juventude,
No rosto de quem o Amor se vive no terreno baldio,
Em fuga para o destino do coração de alguém.
M.
De repente sonho que a vida me vai sorrir,
Numa história de conto de fadas que é escrita,
Aqui sentado percebo que as cortinas vão abrir,
E neste palco a vida deixa tudo e nada facilita,
Sou apenas um pintor que de azul quero colorir,
O céu que surge por entre as nuvens e hoje grita,
Pela melodia que o vento traz para descobrir.
M.
Junto à areia que nos banha os pés de sal,
Digo ao vento que me leve até àquele farol,
Flocos de neve que surgem na margem deste dorsal,
Ritmo de palavras que transbordam neste tarol,
Movimento gelados por uma onda que é universal.
M.
Quero, quero, e apenas quero saber para onde levar,
Sei, sei, e apenas sei que irei por este caminho trilhar,
Vazio, vazio, e apenas vazio o oceano de um marinheiro,
Louco, louco, e apenas louco aquele que foi adueiro,
Feliz, feliz, e apenas feliz a Alma que virou pela esquina,
Noite, noite, e apenas noite que se despede no vento que
amaina,
Beijo, beijo, e apenas beijo que te dou para assim preservar.
M.
Lá vai ao mar o velho do vento que quer assobiar,
Lá estou eu sentado junto à colina a saborear,
Lá vai ela a espalhar perfume e sempre a encantar,
Lá onde ninguém vai corre mais um dia para estar,
Lá longe nas planícies de um abrasador calor que vai no ar,
Lá que fica o coração de quem escolhe um leito onde
descansar,
Lá e cá sem dó ou sol, mas com sentido de ali ficar.
M.
Decreto que a morada da esperança vive aqui,
Na juventude das galáxias que passeiam pelo universo,
Fazemos o sublime sentimento que assim nos move,
Na senda de mais uma época que nasce no mundo,
E sem controlo seguimos em frente até ao limite do ali,
Jogamos mais gota de mel na pele que veste seda,
No paladar deste doce olhamos para o futuro,
Varre-nos os pensamentos e apenas fica o momento.
M.
Uma mensagem que se soletra por entre os lençóis,
Um fio de mel que atravessa o corpo daquele suor,
Uma dança que aprendes quando o Amor é eterno,
Um milagre que queres ver um dia realizado,
Um dia que acaba quando a noite chama por ti,
Um louco que canta ao vento na esperança das asas,
Que um dia vão levar-te até ao cimo da fantasia sonhada.
M.
Luta e vai à luta pela rua do teu destino,
Corre e discorre por entre as loucas ideias da vida,
Agarra e segura a mão de quem está contigo,
Sente e nutre o sentimento que vem de dentro,
Olha e vê o mundo que gira à tua volta,
Vive e existe para que o ser ascenda na tua iluminação,
Descobre e encontra as ilusões que te fazem crescer.
M.
Sem vontade de soletrar mais uma palavra nesta melodia,
Andar perdido e ao relento para sentir a filosofia,
De um poema que se desprende até ao raiar do dia,
Escrito em folhas de azevinho numa louca ousadia,
Voando em direção às verdejantes praias da Tailândia,
E sem motivo ou razão descobrir a nossa rebeldia.
M.
Ainda o Sol vai ao alto a anunciar o dia que já começou,
Lá onde a esquina se encontra com a sombra, um olhar,
Falas que se desprendem por entre quem passa por ali,
Poesia que é inspirada no aroma do café da manhã,
Quem sabe o que a luz foi ali fazer ao lado onde estou,
Como guerreiros de uma gália que foram à bretanha,
Sem medo e sem receio que a pasta seja ravioli.
M.
Alcança as estrelas e sonha o dia na noite eterna,
Escreve as palavras da tua história e vira a página,
Mergulha por entre as ondas de um mar que é azul,
Segredo que se esconde por entre os caminhos do Sul,
Eternidade que chega quando a Alma não é pequena.
M.
Quando olhas pelo espelho e encontras um lugar,
Vives em sentido sem saber o que pensar,
Libertas em ti o odor de quem quer suar,
Agarras o rosmaninho que sabes que vai perfumar,
O chorar de um caminho que viveste ao luar.
M.
Desço por esta viela com a chuva que me acompanha,
Cerro os punhos perante a névoa de neblina ao longe,
Agarro o meu casaco e recolho mais um pensamento,
Passo por entre a sarjeta e a calçada ferida pelo tempo,
Numa pausa puxo de mais cigarro para ali apreciar,
Num brilho semicerrado surge na penumbra uma sombra,
Respiro por entre as tramas deste muro que nos aproxima,
Olho por cima da cortina de fumo para em ti ver,
O dia que em boémia é apenas mais um passo para lá,
E sem saber por andar sento-me à espera daquele momento.
M.
Quanto tempo é que o tempo vai ter para dar tempo,
Numa viva roda de circunferências redondas e sem fim,
Num fio de rio que corre por entre as marés de um oceano,
No perfume que deixa o vento voar por entre as nuvens,
Em cima de uma montanha que sobe até ao fim do mundo,
Na loucura de um pensamento que encerra todos os capítulos.
M.
Sei que já fui um momento dentro do tempo,
Sei que já fui um doce num saco de gomas,
Sei que já fui um espinho que fere sem saber,
Sei que já fui um lutador que não sabia lutar,
Sei que já fui gentil nos dias de chuva,
Sei que já fui a vontade de querer viver,
Sei que já fui um passado que procura um futuro.
M.
Numa onda de vento que atravessa este rio de lágrimas,
Levanto a vela para a boleia encontrar este caminho,
Salpica-me o sal os olhos que querem ver mais além,
Na luta da maresia enfrentamos as sombras não vividas,
Um marinheiro que navega com o querer de voltar a descobrir,
O leito de um paraíso construído por entre as nuvens,
E contemplar o por de sol no fim da sua linha.
M.
Deixa-me ser eu a escolher o meu caminho de liberdade,
Deixa-me ser eu a voar até onde as asas me possam levar,
Deixa-me ser eu a chorar quando o dia trouxer melancolia,
Deixa-me ser eu a beijar os lábios de quem sente a vontade,
Deixa-me ser eu a tornar os sonhos momentos de realidade,
Deixa-me ser eu a abraçar a noite quando a lua estiver na
austrália.
M.
Uma réstia de esperança num rosto que nada vê,
A saudade de emergir de entre os casulos que nidificam,
Num folego de ar que se esgueira por entre a esquina à
noite,
E numa viagem entre o salgado e o doce as vozes de um anjo,
Na anunciação de um abraço celeste que se torna etéreo.
M.
Sem tempo de ser tempo em dias de vento do Norte,
Nada que significa ser significado numa tempestade sem fronteira,
Cor que corre na tinta na esperança de ser uma tela pintada,
Semente que se atira à terra para dali nascer o que a Alma
acredita,
Torrente de mar sem água desagua na margem daquele que
espera,
Beleza infinita que sorri quando as nuvens se encontram na
penumbra.
M.
Quero percorrer a caravana que me leva até ao horizonte do silêncio,
Andar descalço pela areia que beija a sombra de um dia
vivido,
Perder um instante para olhar o céu onde as estrelas
respiram o sol,
Libertar-me até que o nascer da luz seja tudo aquilo que
queremos,
Abraçar-te e saber que nada foi em vão e nesta corrida fomos
felizes.
M.
Linda menina que olha pela janela as ondas deste mar,
Olhos que penetram a alma do pedinte que quer andar,
Percorre o seu corpo o mel de quem quer apenas provar,
Momento que guardas junto ao peito até o dia acabar,
E naquela noite de lua prata vamos mais uma vez amar.
M.
É noite neste inverno que se abate sobre o descanso do guerreiro,
Abrigo que acende o fogo de quem luta sem armas no desfiladeiro,
Ferida que sara quando a água da fonte da alegria nasce em
fevereiro,
Montanha que desce pela verdade que um dia assim é
verdadeiro,
Numa fantasia que é vivida na geada que cobre o azinheiro,
À procura da magia escondida por trás daquele candeeiro.
M.
Caramba que hoje é dia de fazer calor até suar,
Molhado vai o chão onde os pés vão aguilhar,
Corpos que se despem ao sentir os raios de um luar,
Sensação de que ao relento ficamos até ao nosso beijar,
Mergulho no gelo do fogo que ateia até perpetuar,
O Amor que nasce de dentro e no vento vai flutuar.
M.
De ramo em ramo voa o meu passarinho,
De flor em flor colhe o mel muito devagarinho,
De mão em mão corre nas veias o cheirinho,
De beijo em beijo vai chegar juntinho,
De pé em pé assim fica ao pé deste vizinho.
M.
Sonha um acorde com o dia em que o piano toca,
Asas de um desejo que se abrem à procura da sua graça,
No cristal azul que segura a melodia numa lembrança,
Prendo mais um folego de um momento desta soneca,
Corres para mim até eu em ti beijar essa tua boca.
M.
Aí Manel que o calor é feito de fogo,
Leva-me este balde até ao abrigo,
Caramba que isto até me deixa cego,
Abre uma cervejola e chama-lhe um figo,
Descansa debaixo deste chaparro junto ao lago,
O que vale é que não tarda já é domingo,
Anda lá e arranja-me lá esse frango.
M.
Penso que existe algo que deves saber,
Tempos em que apenas temos que fazer,
Lugares que guardam para si o nosso entender,
Amor que te dou onde a vontade quiser,
Sentimentos que roçam os nossos corpos em prazer,
Na liberdade de dar tudo o que sei e assim ser.
M.
Somos feitos de matéria invisível que alguém um dia transformou,
Seguimos um caminho por onde os pirilampos iluminam o andar,
Levemente sentimos o perfume da magia que a noite nos
apresenta,
No paladar o sabor daquele dia em que o coração aclamou,
A vinda do Amor que encheu os rios de esperança ao secar.
M.
Sou um acólito à procura de um sinal do Sol de inverno,
Dispo em mim a veste de um mantra que será ouvido,
Por entre as falésias das ondas celestes que agora chegam,
Para em ti desaparecer o meu desejo de voltar a ser.
M.
Vastos caminhos que nos atravessam no nosso andar,
Becos onde não sabemos porque acabam sem sentido,
Momentos que iluminam a nossa Alma ao luar,
Melodias que esvoaçam no rádio junto à cabeceira,
Beijos que destapam o calor do Amor bandido.
M.
Acordo neste domingo pela manhã que se abre ao sorrir,
Agarro o meu fiel de seda e sento-me para olhar o horizonte,
Aqueço ao lume o esplendor de mais um poema,
Do cimo de quem anda a monte sinto o seu odor,
Escrevo mais uma palavra neste livro que comigo vai a bordo,
Numa viagem que acaba quando o fado não é destino,
E melancolia das flores silvestres acordam ao recordar.
M.
Rimas sem lágrimas,
Versos sem bolsos,
Beijos sem banjos,
Abraços sem arribadiços,
Conversas sem framboesas.
M.
Sabes que um dia eu vou voar?
Sabes que um dia a minha voz vai cantar?
Sabes que um dia será o nosso?
Sabes que um dia vou olhar o horizonte?
Sabes que um dia iremos estar?
Sabes que um dia irei até ao fim do mundo?
Sabes que um dia vamos fazer Amor ao luar?
Sabes que um dia serei o destemido cavaleiro?
Sabes que um dia seremos apenas um?
M.
Queremos ser um pendulo que navega à boleia,
No solavanco da vida procuramos saber o destino,
Agarramos o mastro deste barco à vela,
No sopro do vento do Norte olhamos para galileia,
Num amargo sabor de sal sabemos que não é clandestino,
A vontade que um dia esta maresia seja a nossa caravela,
Para um lugar onde o sentimento é apenas uma epopeia.
M.
Anda para aqui e abriga-te da chuva de prata,
Agarra a minha mão e mostra que não és pirata,
Solta um sorriso ao vento para ao longe ouvir a tocata,
Agita o teu coração e escuta comigo esta sonata,
Feita de versos e enredos nascidos de uma borboleta.
M.
Eleva o teu espírito e sente a brisa da manhã,
Despe o teu corpo da sombra da noite e sorri,
Alimenta a tua Alma e saboreia o que a vida dá,
Beija o vento e descobre o prazer de respirar,
Abraça o teu Amor e experimenta o calor do coração.
M.
Contemplo nos teus olhos de anjo o meu desejo,
Sinto no meu coração o sentimento do meu querer,
Alegro-me ao saber que em ti tenho o meu gracejo,
Na areia que me assalta o caminhar sei que irei percorrer,
Contigo um dia pelas lezírias do teu Ribatejo.
M.
O meu Amor carrega no seu olhar o desejo de acreditar,
A minha Alma procura em ti o meu lugar de encantar,
O teu beijo em mim solta o meu despertar,
A tua paixão que por entre o trovão quer apenas ficar,
No meu coração que assim se desfaz por ver-te arrepiar,
Mas sem saber se o meu é assim a tua almofada de descansar.
M.
Lembras-me o dia em que o Sol foi ao teu quarto espreitar,
Soubeste sorrir ao ver a luz que iluminava a tua cama,
Olhaste pela janela e na sombra viste o teu encanto,
Apressadamente abriste a porta e ao seu encontro foste,
Beijaste-me sem folego e com ousadia num pranto assim
pintado,
Abraçaste à volta do meu corpo a doçura do teu mel,
E ao abrir os olhos viste em mim o teu lugar de repouso.
M.
Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...