cigarro.

 Desço pelas escadas até à esquina desta ponte,

Acendo mais um cigarro e olho para luz semicerrada,

Uma sombra que se aproxima num andar elegante,

Deixa um véu de perfume no ar que me deixa embriagado,

Um olhar misterioso que penetra o meu sonho,

Dou mais um passo para me aproximar deste momento,

Solto um sorriso de quem sente um ardor junto ao peito,

Não sei se devo ou não avançar na sua direção,

A chuva começa a cair nos nossos corpos que se aproximam,

Pergunta-me se tenho lume para acender um cigarro,

Vou ao bolso e apenas encontro um charro,

E sem vergonha pergunto-lhe se vai fumar comigo,

Um beijo na sua face eu dou,

Até uma próxima vez assim diz ela,

Algo que ficou ali para voltar a repetir.

M.

 

 

 

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