No quarto do meu desespero encontro o sossego,
Acendo o candeeiro para na luz ver o meu apego,
Pego num livro e abro mais um capítulo,
Sem saber se um dia saberei o seu título,
Numa frase sinto a narrativa de um enredo,
Em desespero leio sem velocidade porque não é cedo,
Para saber se a história encerra mais um momento,
Ou apenas caminha para mais um argumento,
Da personagem que procura o seu papel neste labirinto,
E assim encontra o seu o sabor do seu absinto.
M.
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