intenso

Neste aroma doce e inebriante solta-se um vermelho intenso,

No teu jardim secreto escondes uma rosa delicada,

Beleza que transborda num encanto quebrado,

Olhas nas brumas da memória o rosto de um desejo,

Nos teus olhos, guias os meus passos na ternura da vida,

Numa dança de saudade foges para o refúgio que cura.

M.

fragância

Nos braços de um destino que desliza na melodia de um dia,

Cores vibrantes que pintam mais um quadro de esquecido poeta,

Estende a tua mão e deixa que a sinfonia te lembre o celebrar,

De uma manhã adormecida numa doce fragância,

Onde o silêncio beijou aquela noite na sua perfeição.

M.

melancolia

 Na escuridão desta noite eterna,

Ecoa sem fim a voz de um poeta,

Alcançar a luz como se fosse a sua perdição,

Onde se ocultam os demónios luta na sua melancolia,

Nas águas turvas rima o seu suspiro para rasgar mais um perdão.

M.

suspiro

Cada estrofe é um lamento, cada rima um suspiro,

Na penumbra da alma, onde os sonhos expiram,

E assim, neste poema sombrio, onde a luz não alcança,

O poeta se afoga, na sua própria desesperança.

M.

sombras

 Nas entranhas do abismo, onde os demônios se ocultam,

E os pesadelos se entrelaçam, como sombras que tumultuam,

Palavras carregadas de melancolia e aflição,

Dançam ao som do silêncio, nesta negra solidão.

M.

guiar

 No coração da floresta, onde as sombras dançam livres,

Um peregrino poeta, entre árvores, se esquiva,

Perdido em seu caminho, sob o manto da noite,

Tece versos de esperança, na escuridão que o açoite,

Seus passos são incertos, na trilha enigmática,

Onde murmúrios ancestrais ecoam na mata,

Mas sua alma anseia pela luz que há de guiar,

Pelas estrelas que brilham, no céu a cintilar.

M.

alento

 Quero acordar nos braços de um vento despedido,

Forjado nas fornalhas de um fogo que eterno,

Levo a espada que branda a epopeia de mais uma batalha,

Enfrentas o perigo e deixas a luta ser travada no céu estrelado,

Neste feito de bravura teces fios de magia sem nunca recuar,

E com a sabedoria de um guerreiro levas o amor neste eterno alento.

M.

sequela

Num universo de sonhos, onde o amor é o motor,

Somos feitos de luz e sombra, de luta e de sequela,

Somos poeira de estrelas, brilhando com fervor,

Que incendeiem o mundo com seu fulgor tão logo,

Então que as lágrimas que vertem sejam de fogo.

M.

grito

 Em cada suspiro, uma nota de esperança,

Uma chama eterna que nunca se alarde,

Onde o tempo se perde em cada grito,

Em cada calor ardente, uma verdade se revela,

Na dança das estrelas, na canção da emoção.

M.

adversidade

Nas tramas da vida, onde o destino se entrelaça,

Ecos de melodramas, em cada cena que se abraça,

Poeta, personagem de tantas prosas melodramáticas,

No seu coração, um oceano de dores e magníficas esperanças,

No palco da existência, ele caminha com gravidade,

Seus olhos refletem a angústia, a luta, a adversidade,

Numa dança de sombras, entre o amor e o desespero,

Enfrenta os tormentos, mesmo que o medo seja um cego paradeiro.

entrelaçar

 O vento sussurra segredos ao passar,

Em cada assobio, uma história a contar,

No murmúrio das árvores, a música a brotar,

Em harmonia com o mundo, a se entrelaçar.

M.

vislumbrar

No cantar do pássaro, o encanto a fluir,

Na brisa suave, o aroma a sussurrar a ir,

No olhar profundo, o desejo a reluzir,

Na doçura do amor, o fogo a consumir,

Na imensidão do mar, o barco a navegar,

Na jornada da vida, o sonho a vislumbrar,

No virar da esquina, o mistério a desvendar,

Na busca da verdade, o conhecimento a alcançar.

M.

murmurar

No mar, as ondas a quebrar e a murmurar,

Na areia, os segredos do tempo a contar,

No olhar, a paixão a arder e a vibrar,

No coração, o desejo a pulsar e a sonhar.

M.

soar

No arco-íris, as cores a se misturar,

Na primavera, as flores a desabrochar,

No caminhar, os passos a ecoar,

Na melodia, os acordes a soar.

M.

brilhar

Na eternidade, os momentos a perdurar,
Na memória, as lembranças a guardar,
No fim, a esperança a permanecer a brilhar,
No verso, a poesia a se eternizar.
M.

vibrantes

Queres a minha loucura no vento que ganha asas,

Pintam os meus quadros de verdejante paisagem selvagem,

Cantam os pássaros a música de violinos vibrantes,

Nesta insanidade que alguém disse que era dignidade,

Quero mais um desejo para no tempo servir mais um chá,

E numa dança com as estrelas olhar nas nuvens a imagem de um oceano.

M.

 

sublime

És a sombra de um doce pensamento que se perde na razão,

Um sonhador de ardentes visões escritas no papel das estrelas,

Cultiva neste insano paraíso aquela dança que se desvela,

Num quarto solitário à espera da manhã para ser mais sublime,

Presa numa mente que vagueia por entre o mundo carente de paixão.

M.

 

reluzir

Ó lunar paixão que se solta naquela poesia solta e singela,

És a razão de mais um céu que dança o sublime reluzir,

Cintilante imaginação feita de segredos e devaneios,

Uma louca inspiração naqueles versos onde o mistério mora,

Leva contigo a rainha lunática que nesta melodia se transforma,

E num raio prateado o suspiro de uma noite lavada num sorriso.

M.

glória

Mestre das palavras escritas em versos de fogo apaixonado,

Epopeia de batalhas épicas onde o teu canto ecoa no vento,

Na sagrada demanda que uma vez o rio desaguou na tua glória,

Ergues o cálice do eterno sonho vestida da essência cantada,

Navegante de um mar escondido levas a coragem neste revolto sentimento,

E neste Sol que se deita nas cores de uma tormenta desafiada pela Alma,

Vertida naquela estrofe pela eternidade das madrugadas imortais.

M.

rupestre

 Num desespero amarrotado num sonho de verão que foi em vão,

Fugidias mensagens que levam o vento no Sol de inverno,

Esquecimento escrito nas ondas de uma paisagem rupestre,

Sentimento doce de um sabor que é levado pelo paladar de um ouvinte,

Caminho percorrido entre as águas de um lago afortunado pelo sal,

Que uma vez disse que a imagem era apenas uma palavra num sinal divino.

M.

 

viagem

Um murmúrio ouvido num som de uma onda selvagem,

Um enjeitado que procura o seu caminho na passagem,

Uma vontade que descobriu a esperança naquela viagem,

Um louco que escreveu as palavras numa mensagem,

Uma tela que pincelada para um dia ser uma imagem.

M.

motim

Solta-se uma fúria vinda dos confins de um universo sem fim,

Solta-se uma voz que entoa o som daquele que procura o motim,

Solta-se um pensamento que lavra por entre o jardim,

Solta-se a esperança naquele dia que foi até ao japim,

Solta-se a magia que espalha uma cor sem qualquer latim.

M.

 

 

salvantes

 Esta noite que se despe perante as estrelas cintilantes,

Poder tocar o teu véu de cor azul e sentir calores ardentes,

Num frenesim de pirilampos que acreditam nos teus salvantes,

Naquela chuva miudinha que molha aqueles sacerdotes,

Vislumbrados na cortina dos amantes confortantes.

M.

 

 

Letras

​Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...