vazio

Mostra-me o caminho que o Sol escolheu para encontrar a luz,

Ouve-me no teu infinito saber a melodia de foi uma vez escrita,

Deixa-me sentir o teu perfume que inunda este mundo,

Leva-me a conhecer o momento que foi feito naquele vazio,

Faz-me acreditar que a sensação pode uma vez mais acontecer.

M.  

alegrar

Quando a flor nasce selvagem na esperança de acreditar,

Sente no vento os veios de vontade de voltar a dar,

Um sopro de fantasia que possa um dia alegrar,

A mudança de um sentido que vai ser um dia almejar,

O destino de uma sábia magia que se mostra ao luar.

M. 

monte

Quando a manta de uma sombra sobe até ao cimo deste monte,

Sobe uma brisa pelo teu corpo ao sentir o perfume agridoce,

Na despedida do Sol que se distrai com a prata da lua silvestre,

Foge nos seus raios de luz uma colorida imagem de um passado,

E num recanto encontrado na procura de um Ser olhas para lá,

Para nunca mais ver a névoa que encobriu a cortina da vida.

M.

 

humor

Não tenho nada,

Levo na mochila um sonho,

Não quero mais saber,

Faminto levo à boca o teu beijo,

Não sei para onde,

No calor sinto mais um sabor,

Não fui o que seria,

Na sombra descanso o humor.

M.

imaginação

Um desejo vertido numa lágrima de alegria que aquece no teu coração,

Uma vontade vestida de luz lunar que corre ao longo desta paixão,

Momento de vida ao lembrar um pedido de inspiração,

Junto à minha mão o caminho de quem quer fazer a transição,

Para neste destino que me mostra mais um detalhe desta imaginação.

M.

narrativa

Nem sei por este caminho ao longo deste bosque encantado me leva,

Sigo sem medo de encontrar as sombras de um medo ferido,

Faço mais um desvio para me deleitar na margem do lago profundo,

No seu espelho o reflexo de uma Alma percorrida na viagem à chuva,

Sigo em frente para não mais voltar a pensar que serei uma narrativa,

De um livro que foi escrito num vale de cor deslavada.

M.

derramadas

Mais uma corrida para o lugar onde o céu se torna cinzento de chuva,

Procuro o Sol que possa iluminar a esperança de voltar a acreditar,

Deixa-me agarrar um sinal de luz que se desfaz num caminho a correr,

Foge comigo na noite fria para um lugar onde possamos voltar,

Para um agora que é feito numa tempestade de lágrimas derramadas,

E num rodopio de mensagens invisíveis mostrar um tempo sem fim.

M.

 

perdidas

Quero saber escrever as palavras de um dia que sabe a sal do vento do sul,

Vou encontrar uma mensagem que me faz acreditar no poema esquecido,

Lembrar que a loucura foi entornada num oceano de canções perdidas,

Morar junto a mim um momento que acreditei que fosse possível,

Ir até onde as Almas podem descansar o seu eterno solisticio,

E na penumbra de um adormecido esquecer o pensamento entendido.

M.

vidente

Longo é este caminho que me leva para onde o destino me reserva,

Uma letra que se escreve numa palavra de cor transparente,

Um dia que vivo para esperar que posso escolher mais uma vida,

Mais um pedaço de mim que desprende para acreditar que ainda posso,

Ter junto ao meu coração um momento que junto os pedaços partidos,

E numa poesia de encantos desbravados na penumbra posso assim partir,

Para um lugar onde a felicidade é uma efémera memória de um vidente,

Que olha para um espelho à procura de descobrir que o seu beijo chegou.

M.

 

noite

Saio de madrugada na esperança de encontrar o vento do Norte,

No vapor da minha respiração ganho um novo folego para encontrar,

Uma fantasia que o agora de um sonho é uma perdição da minha Alma,

Ando pela calçada de uma rua deserta na esperança de estar,

Acordado para descobrir que a neblina que me beija na noite,

É um momento encontrado no fim de uma vida que foi amada.

M.

 

conhecer

Sem asas num desejo inacabado que adorme nas ondas do querer,

Imagem de um sonhador que volta para casa para voltar a ter,

Jogo de luzes que confundem o caminho que quer seguir,

Hora de voltar a acordar de um pesadelo que vou fazer,

Num quarto que o vento traz o frio de origem por conhecer,

Bruto sabor de sal que me assalta o espírito que quer voar,

Para um lugar onde a vontade de abraçar seja um crer.

M.

 

almejar

 Lembra-me o desejo de um suor desbravado na beira de um momento,

Lava-me o espírito selvagem que se move por ondas e vidas,

Larga-me no destino de um caminho que se vai e vem sem sentido,

Foge-me por entre os dedos os minutos que não sei contar,

Agarra-me para que possa respirar mais um dia para almejar,

Sente-me no teu coração para que possa assim voltar a ser um alento.

M.

dormir

Esconde-se aqui dentro de mim um sentimento que quer descobrir,

Quero agarrar em mim e sair pela porta fora à procura de pedir,

Uma salva de sorte que me encontre neste rumo sem discernir,

Daquela sombra que me persegue para onde quer que vá assistir,

Um encanto de rosas silvestres que se vestem para exprimir,

Um sabor colorido servido num momento para resistir,

À lua que se veste de luz branca num cenário onde irá dormir,

E numa praia deserta fantasiar aquele beijo que irei consumir.

M.

festim

Fantasia de uma memória esquecida numa folha de outono,

Mergulhada na água que me faz crescer mais um desejo de fogo,

Sem saber por onde caminhar percorro esta senda sem sentido,

Foge por entre os dedos o tempo que o tempo tem para dar,

Na manhã em que orvalho me toca na face para lá nascer sem estar,

No calor de uma janela que beija o Sol onde o céu é feito de algodão,

E em tudo o que corre naquele trilho sem fim encontras o teu festim.

M.

mergulhar

Por entre as brumas de uma floresta que te abraça no momento,

Caminhas sem destino à procura de uma centelha de vida,

Olhas para o horizonte naquele oceano onde correm as lágrimas,

De uma Alma que pediu aos céus que fosse assim mais um dia,

Mas naquela porta onde a fechadura não te deixa entrar,

Procuras no infinito do teu ser um acreditar que possas mergulhar,

Mais um pensamento que se desbrava na escrita de um livro aberto.

M.

sabor

Esta é uma canção que toca no peito de um pomar ao luar,

Dorme bem junto a mim à procura de um momento de luz,

Vem comigo para junto desta lareira acender o fogo divino,

Procurar um caminho que nos leve até ao limite do tempo,

E junto ao sabor de um mar salgado sentir o seu sabor.

M.


teu desejo

 

Mais devagar ou mais depressa sem sentir que nada posso,

Aqui e ali procuro uma centelha de um fogo que arde,

No calor de um coração que quer abraçar o teu desejo,

Perdido no sentimento que foi descoberto ao cair da lágrima,

Busco assim ou teu folego que me deixe sem palavras,

Para neste livro que escrevo encontrar o ritmo de uma paixão.

M.

desafio

Hoje é dia de acordar e levantar para seguir em frente,

Sigo com a minha esperança na procura de mais um desafio,

Percorro este caminho sem saber se irei lá encontrar,

Um lugar onde posso descansar a minha Alma cansada,

De tanto vaguear por entre as ondas de uma paixão vivida.

M.


caminhante

Sento-me junto ao pomar de uma brisa fresca que despe a fruta proibida,

Malmequer que ilumina um caminho de um pedestre caminhante,

Fogo que lavra por entre os milagres de um desejo esquecido na penumbra,

Vontade de abraçar um deserto cheio de esperança por nada saber,

E no fundo de um momento esperar que a vida tenha a vontade de ser.

M.


mão despida

Uma experiência solar que se estende por entre os dedos de uma mão despida,

A fantasia de uma lágrima que se desprende por entre os rios do sul,

Numa ponte onde passa o mendigo à procura da sua redenção,

Vai sempre em frente e olha por entre as ruas desertas à procura de ver,

Um lugar onde a sua Alma possa encontrar o descanso de uma vida vivida,

E no lar de um momento beijar o céu para lá encontrar o seu caminho.

M.

 

horizonte

Quero sair pela rua da esperança florida no Outono de uma manhã,

Levar comigo as memórias de uma lembrança esquecida ao amanhecer,

Correr pela pradaria de perfuma o rosmaninho de leve o ar,

Voltar para casa quando as luzes se apagarem no horizonte,

E no fogo que lavra junto à lareira esquecer que mais não posso.

M.

 

voltar a acreditar

Como posso eu olhar para céu e descobrir a minha Alma perdida,

Deixo aqui junto ao rio uma lágrima para lavar o oceano esquecido,

Falo aos ouvintes que passam junto à colina do desespero,

Busco na minha mão uma esperança de voltar a acreditar,

E num beijo de dunas encontradas um momento de ver a luz.

M.

luz de um vazio

Abro esta porta à procura de saber onde estás,

Nem sempre sei onde fui buscar este sentimento perdido,

Não importa o que a palavra escrita alguma vez disse,

Quero saber se esquecido é o meu sonho de viver,

Ou percorrer uma estrada sem sentido à luz de um vazio,

Que navega por entre as ondas de um desenho que mora aqui ao lado,

E na brincadeira de uma criança sorrir para lá encontrar a paz.

M.

Letras

​Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...