para não magoar

Escrevo mais uma linha de letras esquecidas,

Poemas soletrados ao vento para voar,

Lentidão de pensamento que me leva à melancolia,

De não entender o que me desespera,

Saber que encontrei o tesouro que me pode libertar,

Da ira do meu âmago interior,

Da dor que sinto por não perceber,

Da aflição que me atraiçoa o julgamento,

Bebo mais um copo e tento esquecer,

Escondo o meu sentimento para não magoar,

Aquele que tanto chora por não sabe encontrar,

O teu destino,

A tua magia,

O teu sorriso que espalha luz,

O teu beijo que deleita o coração,

O teu encanto que perfuma um dia,

Serei eu capaz,

Serei eu aprendiz novamente,

Serei eu um mastro,

Ou estarei perdido na loucura de uma mente,

No atormento de um pesadelo,

Que um dia se vai para nunca mais voltar.

M.

 

 

mais além

Como começar outra vez,

Onde encontrar aquela chama,

A vontade de abraçar de novo,

Um caminho que faça sentido,

Junto ao lar de alguém,

No calor de um beijo que desperte,

O sentimento de acreditar,

Que nem tudo é vazio,

E um sorriso faz a diferença,

Mesmo que a mágoa exista,

A passagem tem de ser mais além,

Para que a vida possa ser,

Um desejo de viver em harmonia,

E a esperança possa só ser vertida,

No dia da minha despedida.

M.

 

Alma que me falta

Quero fugir,

Descobrir a Alma que me falta,

Beijar o céu e sentir,

Encontrar-te na penumbra de uma manhã,

Respirar por saber,

Que alguma vez fui capaz,

De deixar-te a minha marca na vida,

Cantar contigo uma canção,

Que te apaixone numa noite fria,

Acordar e lembrar que foste mais além,

Mesmo que não tenha sido o melhor,

Mas que fiz aquilo que sabia,

Sem saber se era o ideal,

Ou que a vida podia ter sido assim,

Mas que a tua pode ser forte,

Se acreditares que podes voar,

E lembrares as palavras que te digo.

M. 

sou ouvido

Grito alto para saber se sou ouvido,

Deixem-me voar,

Acabar com o meu sofrimento,

Sentir no azul do mar um bálsamo,

Que me leve até à descoberta,

A gritar,

A cavalgar,

Com uma única missão,

Sair da sombra que me assola,

Cair dentro de um desejo,

Levar a Alma,

Dançar com o espírito,

Acreditar que posso alcançar,

Um momento que me leve ao céu,

Um beijo que irei dar no teu rosto,

Para encontrar o meu fim.

M.

 

véu de uma musa

Tocam os sinos à espera que a manhã acorde,

Engano o tempo para fugir daquele movimento,

Que desperta o sentimento que me ilude,

O pensamento corrido por nada encontrar,

Num vazio que a Alma tenta preencher,

Sem saber se neste caminho posso contar,

Com o véu de uma musa que se despe,

Perante a luz que ilumina uma mensagem,

Vertida num capítulo que agora vai começar.

M. 

mente perturbada

Vivo num delírio de uma mente perturbada,

Acordo sem pensar que dia é que vou viver,

A sonhar que alguém me dê um caminho,

A sentir a mágoa de nada ter sido,

A pensar que não sei se irei corresponder,

A enlouquecer de tanto não saber,

A respirar o ar sem entender se mereci,

Num desespero que aperta a minha Alma,

Num destino que não sei se consigo imaginar.

M.

 

Melancolia

Melancolia de um sentimento vestido de cinzento,

Pensamento que escurece um caminho a seguir,

Vontade de nada sentir para não ferir,

O sonho que outrora foi sonhado no vento,

Que amainou quando a maresia pousou a loucura,

De um peregrino que procura a sua senda,

Na esperança de encontrar a sua salvação.

M. 

sabores

Sonhos despidos num frenesim de sabores,

Alvorecer junto ao coração de uma manhã,

Beber mais um cálice de um sagrado mel,

Numa épica travessia da Alma sobre o desfiladeiro,

Que leva o desejo esperado até ao caminho,

Onde a vida pode acontecer no querer.

M. 

lugar desejado

Não quero mais andar às voltas,

Em epopeias de lágrimas de sal,

Momentos despertados ao sol,

Pensamentos vagos feitos de sede,

De voltar a acreditar que viver é ser,

E contigo posso ir até lugar desejado.

M. 

verter sem parar

Sei que estás no limbo de mais uma aventura,

Conheces o sorriso do vento que sopra,

Voas do alto da montanha para conseguir ver,

Uma miragem que ao fundo do deserto se alarga,

Para abraçar um sonho que se torna realidade,

Numa noite de calor para o suor verter sem parar.

M.

 

encanto de viver

Momentos de luz que me assaltam,

Um espírito que pede mais um dia,

Para voltar a acreditar que será livre,

Depois de uma tormenta de escuridão,

Encontrar o seu lar junto ao coração,

Saltar de uma colina e sentir a liberdade,

Que apareceu naquela manhã de gratidão,

Para descobrir que o teu beijo será sempre,

O meu maior encanto de viver.

M.

noite cerrada

Espero aqui sentado à espera do dia,

Longe da minha vontade de ser,

Quero acreditar que posso vir a ter,

Um lugar para morar,

Onde o meu coração possa repousar,

Naquela luz que ilumina a noite cerrada,

E aquece a Alma de quem esperou por ti.

M.

rosmaninho

Se as linhas fossem tortas,

Teria o gesto ficado ao ver,

Um vinho que se bebia,

Numa estrada sem linhas,

Num perfume a rosmaninho,

E na prosa de um poeta,

Encostou a cabeça e sonhou,

Para de lá nunca mais sair.

M.

 

brumas silvestres

Fios de mel num rio que se beija a terra,

Sabores sentidos num corpo que se despe,

Para mergulhar no oceano das brumas silvestres,

Correr por entre as ondas de espuma branca,

Beijar o sal de um mar que se estende ao fundo,

De um teatro de fantasias sonhadas,

E ilustradas numa história que escrevemos,

À luz de uma lareira que nos aquece,

Para um dia recordar o momento em felicidade.

M.

espíritos selvagens

Acordes tocados numa manhã de cetim,

Luzes que tocam as estrelas no céu,

Tempo que é esquecido entre os dedos,

Madrugada de sonhos que despertam a Alma,

Suspiros de uma vida que se esgota nos dias,

Vividos entre os momentos de esperança,

Que uma noite despertou o sentimento por ti,

Num encontro de espíritos selvagens,

Acordados pela brisa de um vento de norte,

E mergulhados num oceano de paixões.

M.

vida por descobrir

Pode a minha Alma encontrar um novo caminho,

Percorrer as montanhas do desespero e regressar,

Descobrir de que cor deve pintar o céu,

Lavar os pecados que tingiram o seu espírito,

Salvar-se do abismo e encontrar em ti,

O destino de uma vida por descobrir.

M.

alimente o meu destino

Que vida é esta que me atormenta o espírito,

A infelicidade do meu ser não encontra a paz,

Como posso eu sair deste buraco e encontrar,

Um caminho que me torne outra vez uma pessoa,

Com objetivos e luz de acreditar,

Que posso preencher este vazio dentro de mim,

Sem saber se as páginas que escrevo serão lidas,

Ou que a minha Alma possa assim descansar,

Um repouso que alegre o meu coração,

E uma esperança que alimente o meu destino.

M.

dunas de sal

 Dunas de sal no sabor do tempo,

Momento de luz num desejo inacabado,

Fonte de água que jorra o suor,

Neste corpo que se despe ao raiar,

Do sol que beija a terra no crepúsculo,

Num rasgo de loucura à noite.

M.

 

riacho sem água

Este é um caminho de trevas e escuridão,

Procuro a luz no recanto de uma paixão,

Tenho comigo a senda de voltar a lutar,

Pelo trilho de fantasias esquecidas,

Uma floresta que procura o seu encanto,

Junto à margem de um riacho sem água,

Mesmo que com sede de viver eu tenha,

Sairei daqui para ir até onde for preciso,

Sabendo que as muralhas são para ultrapassar,

E o desejo de acreditar é forte,

Caminho pela rua à procura de ser,

O menino que uma vez sorriu para o sol.

M.

janela

Olho pela janela na esperança de ver,

Sinto o ar a tocar o meu rosto cansado,

Encontro a brisa na manhã de sábado,

Tenho comigo uma vida por viver,

Luto a tertúlia de uma paixão,

Para em ti voltar a acreditar,

Que um dia a vida pode ser mais simples.

M.

doce pecado

Ao longe uma miragem de um anjo,

Percorro o chão queimado pelo suor,

No calor de um momento sinto o fogo,

Que alastra pelo corpo que se despe,

Para a brisa sentir uma vez mais,

E luz entreaberta que acende um coração,

Para lá sentir o seu doce pecado,

De querer a Alma amar sem fim.

M.

palma da tua mão

As luzes na janela que brilham no teu olhar,

Vento que beija a tua boca no entardecer,

Pensamento que é escrito na palma da tua mão,

Beijo que sentes ao ouvir a minha voz,

Folia de um momento que escolheste ao luar,

Lágrimas que sentem a alegria do teu sorriso.

M.

cantiga antiga

Já me disseram que seria o vento,

Contaram-me que as vestes eram do monge,

Disseram palavras que foram ao céu,

Fizeram-me dizer o que não queria,

Disse que a vida era um mar de ondas,

Falei alto para lá deixar o meu dizer,

Cantei na taberna do zé a cantiga antiga,

Recitei poemas escritos na pedra,

Voei para longe e voltei a ser feliz.

M.

Mundo imperfeito

Mundo imperfeito num coração perfeito,

Sinal do tempo em balada antiga,

Anjo que voa contigo até ao destino,

Dizeres de uma memória esquecida,

Flores estendidas no fio de luz,

Transições de mensagens atiradas ao vento,

Chuva que molha o corpo despido,

Nascimento de estrelas na noite estranha,

Momentos suspensos à espera de renascer,

Das cinzas que alguém um dia encontrou.

M.

 

rumo ao desconhecido

Darei mais um passo rumo ao desconhecido,

Não sei por irei encontrar a paz,

Choram as lágrimas de uma vida sem sentido,

Que guerreiro posso eu ser neste desespero,

Uma luta que travo comigo mesmo,

Nos espíritos que me afugentam a alma,

Num desejo que quero um dia entender,

Para que possa repousar junto a ti,

E o meu coração possa novamente sorrir.

M.

 

 

 

caligrafia do teu sorriso

 Sinto no meu coração a caligrafia do teu sorriso,

Sento-me no horizonte para respirar,

O ar que perfuma os fios do teu cabelo,

Acerto mais um passo no caminho de ti,

Descubro em mim uma réstia de esperança,

Iluminada na prata que levas contigo,

Para naquele dia de verão não ser uma ilusão,

Transpirada de um corpo que grita por mais,

Momentos que sejam infinitos para sempre.

M.

 

desafio para superar

 Terei eu sido um engano do destino,

Será o céu um lugar para mim,

Ou irei navegar por mares sem ondas,

Caminhar sem rumo até esquecer,

A memória de um livro escrito,

Em papel de cetim,

Na penumbra de um sentimento afastado,

Na cabeça de um mendigo sem lei,

E na esperança devolvida,

Que a luz será um desafio para superar.

M.

vontade de voar

Tu és o meu vício,

A minha sombra,

O meu desconforto,

A loucura que me invade,

O momento que espero,

O sangue que corre,

O beijo que dou,

A saudade que sinto,

A tortura de não saber,

O desfiladeiro sem fim,

O corpo perfeito,

A magia de um encanto,

O sentimento de querer,

A vontade de voar,

O abraço que quero dar.

M.

Segredo cantado

Segredo cantado pelo vento ao Sol,

Desejo que foi encontrado,

Cortina que se fecha,

Momento que se desenha no espaço,

Fantasia que não foi sonhada,

Magia de um mestre esquecido,

Dia que acaba,

Noite que se despe no som dos corpos,

Loucura que sinto por não saber,

Onda que bate junto à costa,

Sentimento de dentro,

Palavras que não se escrevem,

Conversa de quem não sabe falar,

Caminho que será trilhado,

Pelo monge até ao mosteiro,

Sensação que não é ilusão,

Coração que sente mas não vê,

Acordes sem melodia,

Tempestade de inverno,

Maresia encontrada na colina,

De um pedinte que se perdeu.

M.

pecados

Entoa nos fios de um vento amargo,

O sabor de quem não provou,

O doce mel dos teus lábios,

Espera pelo advento do dia seguinte,

Na esperança que não perdeu,

Por saber que um dia pode vir a ser,

Aquele que sonhou uma vez mais,

Na noite que abraçou a lua,

E se despiu para ver a luz de prata,

Que se estendia junto à costa,

Mas não beijava os seus pés,

Na vontade de lavar os seus pecados,

Ficou assim parado,

À espera que fosse mais uma passagem,

Para um mundo que fosse livre,

Do pensamento,

Da loucura,

Mas que ao acordar fosse verdadeiro,

E contigo fosse mais uma magia entoada,

No mar dos sonhos vividos.

M.

Grito

Grito para as nuvens possam ouvir,

A minha raiva contida,

Rezo que a sombra me deixe,

Corro por entre as pedras da dor,

Nas minhas mãos um pedido feito,

Loucura que me invade,

Sem saber para onde fugir,

Céu que não me dá o meu destino,

Não quero mais,

Deixa-me ir até aos confins do universo,

Voltar e deixar que felicidade me toque,

Num abraço eterno de gratidão.

M.

sonho vivido

Ajuda-me e deixa-me voar até ao infinito,

Nas minhas asas de anjo caído irei até onde,

A minha esperança me der a conhecer,

Um lugar irei repousar a minha alma cansada,

À procura daquele beijo que me acorde,

O prazer de respirar novamente este ar,

Que perfuma o teu rosto com aquele sorriso,

De quem uma vez desejou um sonho vivido,

Junto às ondas que despertam o teu calor.

M.

feita ao luar

Um estado de Alma que foge pelo vento,

Um desespero que esvazia o meu espírito,

Pensamento deambulante de quem não sorri,

Momento que não explica nenhuma razão,

Melodia de outrora que preenche o espaço,

De alguém que ainda não sabe viver,

Ou espera que a mudança seja feita ao luar.

M.

pensamentos perdidos

Como eu viver assim sem harmonia,

Dramas que me afugentam a alma,

Tiradas de sol num dia de lua,

Medos de não saber que direção seguir,

Fantasias que acabam o meu sonho,

De saber se o meu destino já foi esquecido,

E por ninguém irei perguntar,

Se alguma vez fui alguma coisa neste círculo,

De pensamentos perdidos neste livro,

Escrito na dor da minha esperança,

Que se perde ao olhar para o horizonte.

M.

 

Anjo da guarda

Terei sido esquecido pelo meu Anjo da guarda,

Posso eu escolher um caminho que seja,

Um momento que quero transbordar para cima,

A vontade de abraçar um destino sem fim,

Ou estarei a definhar dentro de mim,

E não encontrar a saída deste labirinto,

Aprisionado pela mente que me arde,

Nos pensamentos de escuridão à noite,

E me leva ao desespero nos dias de andar,

À procura de uma luz que não aparece,

Para iluminar o meu espírito perdido.

M.

cinzas de mais um fogo

O que se passa comigo,

Porque me sinto assim,

Terá o meu destino desaparecido,

Serei apenas mais um sopro,

Irei acordar deste pesadelo,

Será a minha Alma salva,

Terei eu alguma esperança de vida,

Ou serei as cinzas de mais um fogo,

Que se apagou no desapego,

E encontrou o seu caminho de volta,

E nunca mais voltou a ser.

M.

teatro

Disseram-me que o bolero era dançado,

Num passo de Deus que cantou,

O nosso espírito feito de uma Alma,

Que foi até ao infinito sombrear o céu,

De azul profundo vertido das águas antigas,

E num abraço eterno fugir para o horizonte,

Ao encontrar o teatro dos sonhos em ti.

M.

morada

Agarro-me a este fio de vida,

Quero ficar do lado certo da história,

Bailar com a dama que me dá guarida,

Sair da estrada sombria com euforia,

Versar poemas que se tornem a lenda,

No cálice de amor feita de essência,

Num lugar que se torne a nossa morada.

M.

 

brancas

Espero aqui junto à colina do sol,

Quero acreditar que serei,

Ir além do mar do inferno,

Descer pela encosta para encontrar,

Uma praia deserta,

Um paraíso para lá ficar,

Deitar-me junto à areia contigo,

Rolar por entre as brumas brancas,

E beijar o céu com os teus lábios,

No mel que sentimentos ao fazer amor.

M.

salvação

Dentro de mim está um momento que agarro,

Oiço a tua voz a dizer que caminho escolher,

Neste inverno que me abraça no frio,

Serei eu capaz de descobrir mais um trilho,

Mesmo que o sol não queira brilhar para mim,

Terei eu a força de lograr mais um desejo,

De saber que és tu que irás ser a minha salvação.

M.

 

 

Enquanto

Enquanto as minhas asas não sabem voar,

Enquanto o meu desejo não é desejado,

Enquanto a minha dor não é esquecida,

Enquanto eu sou uma gota de um oceano,

Enquanto o teu coração quiser o meu,

Enquanto a lua beijar o sol,

Enquanto a vida me deixar viver.

M.

trevas

Quero partir para o deserto encantado,

Juntar o pensamento ao meu destino,

Fugir por entre as dunas e acordar,

Para entender a sombra que desce,

No corpo uma vez lavado,

De tantas trevas que acumulou,

Ao saber que apenas era um plebeu,

Em terras do ventre desconhecido,

E na vontade de um ateu que acreditou.

M.

girassóis

Corpo que desperta na manhã adormecida,

Perfume que inunda o vento ao saber,

Que a maresia daquele horizonte é nossa,

Conquista de um herói que levanta o céu,

E parte para uma batalha de girassóis,

E lembra quando o sol uma vez ilumina,

O caminho que percorre ao nascer.

M.

casulo

Pouco sei onde fica a miragem deste sonho,

Avanço por montes e vales até descobrir,

Nesta gula que me assalta a Alma despida,

Fugir à rotina e encontrar um caminho,

Que irei trilhar sem que o gelo me desfaça,

A vontade de abraçar mais um momento,

Que vivo dentro de um casulo de algodão.

M.

Letras

​Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...