Ando mais um pouco por entre esta esteira de linho bordado,
Um aroma que transpira por entre os poros do caminhar,
Ao fundo o óleo que perfuma um lagar que alguém pisou,
Calor que me deixa uma sede de beber um beijo da tua boca,
Na sombra daquela oliveira vejo o esvoaçar do teu lenço,
Corro em tua direção numa travessia sem acerto,
E num abraço sinto o palpitar do teu coração que se
desprende,
Na loucura de quem vê pela primeira vez a frescura deste
sabor.
M.
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