Na inocência que se desvanece num rasgo da violenta realidade,
Uma página escrita a preto e branco em que não é possível
colorir,
Sentimos o frio da neve que nos atravessa através da poeira
da vida,
Movimentos que tremem a porcelana de um corpo enchido de
sabedoria,
Quero quebrar as fundações das lágrimas que não me escorrem,
Para num sentimento sonhado um dia voltar a pensar em ser o
caminho,
E sem saber por onde vou saber que algo fez sentido em toda
esta imensidão.
M.
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