No silêncio do horizonte, guardado no sopro da brisa leve,
Busco o azul secreto que me ensine a voltar a sonhar,
Num voo sereno pelo vazio, sigo o rasto da esperança,
Querendo encontrar no calor de um toque um beijo sem tempo.
M.
No silêncio do horizonte, guardado no sopro da brisa leve,
Busco o azul secreto que me ensine a voltar a sonhar,
Num voo sereno pelo vazio, sigo o rasto da esperança,
Querendo encontrar no calor de um toque um beijo sem tempo.
M.
Naquele horizonte escondido nas folhas de uma brisa celeste,
Quero encontrar um saber de azul que me faça acreditar,
Num mergulho de ar vazio procuro a senda de uma vontade,
Para descobrir no leito de um corpo um beijo profundo.
M.
Não sei escrever palavras que saibam traduzir o que sinto,
Frases que guiem um pensamento que alguma vez tive,
Poemas que alguma vez consiga compor num frenesim,
Canções ao vento que sejam ouvidas por quem esteja à escuta.
M.
Quando partiste ao encontro dos teus sonhos no horizonte,
Fiquei a ver-te brilhar, valente, com o olhar cheio de luz.
Levaste contigo a fé, a coragem, e o sorriso constante
De quem transforma lutas em caminhos que seduz,
Sempre acreditei no teu passo firme e no teu querer,
És chama viva que acende vontades em cada coração.
Contigo aprendi a voar, a erguer-me e a renascer,
Fui teu aprendiz no amor, na força e na superação,
Hoje sigo contigo, lado a lado, em cada novo dia,
Com alegria no peito e esperança como guia.
M.
Quando partiste rumo ao infinito em busca da esperança,
Fiquei a ver-te, firme, travar mais uma dura batalha,
Enfrentavas a vida como quem desafia o próprio destino,
E eu, sempre acreditei no teu querer e na tua coragem,
Foste farol dos que caem, guia dos que se perdem,
E em ti encontrei força — fui teu discípulo fiel,
Quis vencer, não por mim, mas para que visses em mim,
O reflexo da tua luta, o eco da tua vontade de ser.
M
Quando foste até ao infinito à procura da esperança,
Fiquei aqui a ver-te lutar por ser mais uma batalha,
Que foste combater nas tuas lutas de vida sem fim,
Acreditei sempre em ti e na tua força de querer ir,
És um motivador dos fracos de espírito e em ti fui,
O teu discípulo que sempre quis vencer para te mostrar.
M.
Varri da mente o que nunca foi real,
Um pensamento solto, tão trivial,
No luar, um suspiro se escondeu,
Na dança das ondas, o tempo se perdeu.
M.
Apaguei do céu o brilho onde me escondi,
Deixei no tempo um sonho que nunca vivi,
Nos meus delírios andei sem direção,
Na beira do mundo, perdi o chão,
E mesmo assim, deixei o vento me levar,
Sem saber se ia voltar,
Mas na minha mão, um verso quis pousar,
Como um refrão perdido no ar,
Na solidão, nasceu uma canção,
Feita do amor que venceu a razão.
M
Apagar do luar o refúgio que um dia encontrei,
Silenciar da mente o eco de um pensar sem cor,
Nos dias insanos, desaparecer na bruma à beira-mar,
E sem porquê, render-me ao feitiço de um amor que venceu,
Esperando, na palma da mão, o pouso suave de um verso.
M.
Esquecer que no luar encontrei um lugar perdido,
Varrer da minha memória um pensamento vazio,
Em dias de loucura caminhar na orla e desaparecer,
Para sem razão perder-me na magia de amor vencedor,
E na minha mão esperar que pouse o poema de uma canção.
M.
Viver ou não viver, ser ou não ser,
Ter um sentido, seguir sem sentido,
Caminhar sem destino, fugir para longe do destino,
Saber que nada serei, acreditar que um dia serei.
M.
Fios de brilho escorrem do nada,
em cascatas de luz pura,
E no ar, um espaço diáfano pulsa,
canções etéreas murmura,
Quero tecer instantes de sol,
em páginas de orvalho madrugador,
A cada passo, um raio me guia,
desvendando um caminho de fulgor.
M.
Este é um poema feito de linhas estreitas e cintilantes,
No ar dança um vazio de espaço que esvai no meu ser,
Quero fazer um momento de luz e não sei onde escrever,
Dou mais um passo e não encontro o caminho para me levar.
M.
Vivo entre a serenidade de uma leveza que me leva,
Para um mar de saudade que desbrava na rua da alegria,
Descobrir um momento de pausa para descontrair,
E levar-me até ao cimo do cume onde possa ver novamente.
M.
No sorriso que se entrega, a alegria reside,
O teu olhar espreitando na abertura da moldura,
No espelho de luz, a tua imagem me ilude,
Na minha mão e na tua, uma vastidão nos procura.
M.
A felicidade mora num sorriso que se solta,
No teu olhar, segredo que se esconde por uma janela entreaberta,
No brilho do teu espelho, um fantasma volta para fugir,
Na tua mão e na minha, uma fuga na aridez deserta.
M.
Achar a alegria num sorriso puro teu,
Espiar-te através do vão da luz que entra,
Ver-te onde a luz se espelha, numa límpida visão,
E juntos, pela mão, desaparecer na névoa extensa.
M.
Sentir-me feliz num sorriso desprendido,
Olhar-te pela fresta de uma janela aberta,
Encontrar-te no reflexo de um espelho de luz,
Dar-te a mão e fugir por entre as brumas do deserto.
M.
Como uma luz que se acende e toca o corpo despido,
Suavemente desliza no suor o calor sentido,
Numa correria de avanços e retrocessos vai até ao íntimo,
Agarra um vento de esperança e segue sempre ávido,
Naquele dourado de um azul banhado para lá ser destemido.
M.
Onde reside a alegria de simplesmente ser,
Em cada instante presente, a vontade pulsa sempre a valer,
Em cada sorriso aberto, a luz convida a ver,
Em cada novo amanhecer, a voz do sol nos faz florescer.
M.
Em que recanto se esconde o desejo de renascer,
Por quais caminhos perdidos a falta de vida terei de colher,
Em qual espelho distante a esperança há de florescer,
Para onde seguirei se a canção da aurora não me puder aquecer.
M.
Onde está a aquela vontade de querer voltar a ser,
Onde terei de procurar a saudade de querer viver,
Onde poderei encontrar a luz que me guie até ver,
Onde irei se não escutar a voz do sol para voltar a ter.
M.
Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...