Raiva salgada numa onda de esperança perdida,
Malditas sombras que navegam por entre as marés,
Fogo encantado que lavra no deserto que foi chamado,
Num elo de laços desfeitos para descobrir na neblina,
De uma manhã que acordou para despir a luz do sol,
Naquela colina onde gritei do fundo do meu poço,
Sem saber se serei atendido no meu desespero,
E acordar na vontade de rumar até ao fim.
M.