Brancos laivos de sabor que não sinto,
Trincheiras que tenho de criar para ser,
Beleza que não tenho para um dia viver,
Sentimentos que um dia consinto,
Movimentos pendulares que me deixam louco,
Salto no vazio do alto do Larouco,
Sem asas ou mestria de saber viver em mim,
Em água sem cor de um dia que terá o fim,
Para em calor o meu coração adormecer,
E sem saber ir até ao encontro sem dizer,
Que a minha vida foi vivida com prazer.
M.
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