loucura 4.

Serás tu quem me vai salvar do meu naufrágio,

Contra a corrente deixo o meu corpo,

Nas águas de sal silvestre que me queimam as feridas,

Que curam e recuperam,

O sangue de quem apenas estar,

A ouvir o bater das ondas nas rochas,

E sentir os salpicos de mar forte e valente,

Que batem com força neste rosto marcado pelo tempo,

Para lavar as cicatrizes que pelo corpo me rasgam,

A vontade de viver,

A crer de ser,

Para que em ti,

Eu possa morrer.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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