Chego a casa e silenciosamente deslizo até o meu quarto vazio,
Na penumbra da noite aconchego-me aos lençóis lavados de fresco,
Arqueio as sobrancelhas ao vislumbrar uma silhueta desenhada na trémula luz do corredor,
Ás escondidas sinto o hálito húmido sobre o meu pescoço,
Dissipam-se do meu pensamento as trevas de recôndito lugar,
Viro-me para o lado e como por magia reconheço no meu leito um corpo de mulher,
De repente assaltam o meu coração os contornos de um sorriso iluminado.
M.