Idioma esquecido

​Forjada nas palavras de um idioma esquecido,

Sinto as texturas de um corpo de porcelana que não consigo imaginar,

Que segredos encerram estes sentimentos esfumados numa promessa de uma imagem,

Num enigmático e misterioso gesto proclamo em prosa mais um ritmo profundo,

Numa noite que irrompe em vigor por entre as nuvens azul-celeste,

Acendo mais um cigarro que cruelmente me incendeia o meu semblante apaixonado,

Quero assim encarnar o figurino de uma epopeia que é pintada numa tela despida de branco.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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