Nesta noite junto ao cadeirão escuto sem piedade as lágrimas que vertiam pela janela entreaberta,
O rugido ao longe dos relâmpagos iluminavam um céu fustigado de cinza carvão,
Acendo a lareira para me aquecer a alma e o corpo,
Olho em frente e procuro a minha caneta para lá mergulhar os versos que me ecoam no pensamento,
Escrevo sem parar onde as figuras cintilam entre romances e letras esquecidas,
Deixo-me ficar e num sonho replico por entre os dentes que deste santuário não possa sair o sentimento que me levou até ti.
M.