Aquecer a alma e corpo

​Nesta noite junto ao cadeirão escuto sem piedade as lágrimas que vertiam pela janela entreaberta,

O rugido ao longe dos relâmpagos iluminavam um céu fustigado de cinza carvão,

Acendo a lareira para me aquecer a alma e o corpo,

Olho em frente e procuro a minha caneta para lá mergulhar os versos que me ecoam no pensamento,

Escrevo sem parar onde as figuras cintilam entre romances e letras esquecidas,

Deixo-me ficar e num sonho replico por entre os dentes que deste santuário não possa sair o sentimento que me levou até ti.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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