Murmuro bem baixinho uma história que só a minha raiva continha,
Numa manhã que ainda vestia um neblina azulada ponho-me a caminho,
Perco-me na magia das palavras que escrevo numa pequena folha translúcida e enrugada,
No relógio contava os minutos, os segundos para voltar a ver aquela imagem,
A estação estava deserta e o meu sossego deslizava a cada carruagem que passava,
Ao longe contemplava uma névoa que fazia emergir uma figura que conhecera,
Afinal ainda há tempo e o meu contentamento aquece uma vez mais coração.
M.