Silhueta de mulher

​Quisesse eu culpar os feitiços que roubam a minha alma,

Na penumbra de uma noite vestida a rigor olha-me nos olhos uma silhueta de mulher,

Todo o meu corpo estremece num pensamento que fala outra língua,

Limito-me a esperar junto a esta esquina de onde as gárgulas me deixam à sombra,

Num silêncio ensurdecedor duas almas trocam olhares por meros momentos,

Confiavam os seus sentimentos ao sussurro de um sopro em que dois estranhos se apaixonam,

E sem rumo fixo avançam sem abanar o tempo que suspirava.

M.



lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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