Quisesse eu culpar os feitiços que roubam a minha alma,
Na penumbra de uma noite vestida a rigor olha-me nos olhos uma silhueta de mulher,
Todo o meu corpo estremece num pensamento que fala outra língua,
Limito-me a esperar junto a esta esquina de onde as gárgulas me deixam à sombra,
Num silêncio ensurdecedor duas almas trocam olhares por meros momentos,
Confiavam os seus sentimentos ao sussurro de um sopro em que dois estranhos se apaixonam,
E sem rumo fixo avançam sem abanar o tempo que suspirava.
M.