Sou um calceteiro a pavimentar o seu caminho,
Nas minhas mãos a ferida de tanto ardor,
Lanço mais uma pedra para que alimente o desejo,
De um dia ver no destino a sua profecia preenchida,
E ao Sol de uma cadeira contemplar o seu amor.
M.
Sou um calceteiro a pavimentar o seu caminho,
Nas minhas mãos a ferida de tanto ardor,
Lanço mais uma pedra para que alimente o desejo,
De um dia ver no destino a sua profecia preenchida,
E ao Sol de uma cadeira contemplar o seu amor.
M.
Deixo-me cair neste mar de águas enviadas ao céu,
Derramadas de lágrimas de quem luta por acreditar,
Que no horizonte a saudade fica aqui perto de mim,
Num enlace de palavras soltas que se dirigem a ti,
Para encontrar o teu profundo ser no lar de um casulo,
Feito para animar os sorrisos que quero ver assim,
Triunfar na luta daquele que uma vez não quis cair.
M.
Não tenho tempo para fazer acontecer,
Foge de mim uma maresia sem ver,
Num corpo que procura um dia ser,
O cálice despojado de prazer,
Para entender o que posso vir a ter,
Na vida que procuro em ti entender,
O caminho descoberto por entre mundos,
Feitos de azul-celeste e numa tela pintados.
M.
Quero saber o que vai dentro de mim,
Este sentimento que transborda o rio,
Quero abrir novos caminhos para descobrir,
Mesmo que assim seja um desajeitado,
Sei que a minha Alma quer fugir,
Aqui ficarei para saber se posso corrigir,
O caminho pelo qual te dou a mão,
E comigo irem até ao fim.
M.
Quero libertar-me do rancor que a vida me trouxe,
Fugir da dor que em nada me traz a paz,
Cansado de esperar que a chuva cai sobre mim,
Esfolhear o livro de uma história que me acorda,
Para mais um dia em que te vejo no espelho,
E sorriu por que sei que estás lá para me receber.
M.
Sol de inverno numa manhã despida,
Eu vejo no horizonte uma linha de vida,
Quero ser aquele que te quer na boca,
E beijar-te sem fim,
Levar o teu perfume até ao fim do meu corpo,
Acreditar que vais ser a minha esperança,
E amar-te ao luar,
Sabendo que nos sonhos iremos triunfar,
Perante as inglórias de um passado desconhecido.
M.
Entrego-te a minha Alma no frio do inverno,
Perco-me do perfume do teu rio azul,
Bate-me um sentimento para ir à procura,
Sinto-me aqui sozinho a pensar no lugar,
Ponho-me a caminho do teu sorriso,
Levo-te até ao destino para voltar a sentir,
Amo-te por entre os beijos de paixão.
M.
Quero apreender a voar,
Lançar o feitiço ao luar,
Percorrer o arco-íris ao deitar,
Encontrar o destino ao chegar,
Ao abraço do meu amar.
M.
Nunca serei suficiente para preencher o teu vazio,
Filamentos de prata que cobrem um corpo deitado,
Esperando que o sal seja lavrado em inibições,
Deixadas num beco vestido de vermelho e vagabundo,
Num solitário movimento que leva um suave sentido,
Em direção a um rumo desconhecido pelo viajante,
Sabendo que na tua luta ele será mais um requerente,
Do desejo despido encontrado no cimo de uma colina.
M.
Um ponto de luz que se retrai na chama do teu sorriso,
Uma leve cortina de uma noite ao luar contigo,
Uma dança que desperta a vontade de voltar a ter,
O destino abraçado num colo dos meus braços,
Que elevam ao céu a esperança de saber que irás,
Acreditar que nada pode impedido de voltar a ser.
M.
Como posso eu existir numa folha de papel,
Largar palavras escritas num poema notável,
Onde os sentidos perdidos se transformam,
Numa indelével poesia que espanta o espírito,
Longe da imensidão de uma Alma cansada,
Que desafia a lógica de onde chegaram,
Ao lugar onde se estenderam por entre a alvorada.
M.
Vens como um furação que invade a minha vida,
Quebrando os dogmas de outra vivência,
Como um cata-vento apontas o meu destino,
Quero acordar e levar-te devagar até à minha Alma,
Numa chama que nasce de dentro de um vulcão,
Destinado a libertar de mim a minha ilusão.
M.
Serei eu demasiado velho para chorar,
Verter as lágrimas de um sonho,
No profundo do meu olhar acreditar,
Que o viver não irá acabar sozinho,
A lembrar um oásis distante perdido,
Na tentativa de endireitar a entrega,
De mais um pedaço de vontade desejada.
M.
Algures onde o Sol caminha comigo,
Procuro uma esperança para acreditar,
Não posso esperar mais por este sentido,
Algures irei novamente saber por onde ir,
Sem noção que o destino é feito de mel,
Num dia em que a sorte pode ser forte,
E a minha vontade é feita de ferro.
M.
Um olhar profundo que cresce,
No fogo cruzado de uma caminhada,
Solto um apelo aos deuses,
Sei que tudo é uma passagem fugaz,
Que encontramos na estrada da vida,
Onde os desejos se transformam,
Na tormenta que um dia irá passar,
E desbravar mais uma magia ao luar.
M.
Um dia sentei-me e fui falar contigo,
Não sabias quem eu era,
Queria conhecer a tua essência de Alma,
Seria eu um pedinte do teu apreço,
Irias tu acreditar nas palavras da minha boca,
Ou no teu encanto não verias em mim,
O olhar de um transtornado que descobria,
Um momento esvoaçado por entre sorrisos,
Naquela conversa que tivemos sem saber,
Se as histórias seriam para tu ouvires,
Ou o meu sentimento era teu no paladar,
De mais um copo que servia de sustento,
E eu acreditava que eras especial,
No dia que o teu mel me deixou sem palavras,
E o teu sorriso encadeou o meu olhar.
M.
Podem os meus olhos dizer a verdade,
Escapar do invisível véu de uma manhã,
Sair do esquecimento e trilhar um caminho,
Onde as ondas encontram a luz,
Que se faz na liberdade de voltar a sentir,
Um desvanecer do coração ao ver-te,
No espelho de um sorriso aberto ao vento,
E perdido no espaço agarrar o teu tempo.
M.
Quero saber o que sentir neste sentimento,
Olhar para cima e ver-te lá no alto,
Quero ouvir palavras ao meu ouvido,
Fazer um negócio com Deus,
Quero ir até onde me deixas louco,
Deixar-me num beco a viver o momento,
E digo que vou até onde os anjos cantaram,
A poesia feita no reino dos deuses,
Para te ver uma vez mais a sorrir.
M.
Onde é que eu preciso de estar,
Para encontrar a loucura da lua,
Viver sem lágrimas de um passado,
Correr para ti e encontrar o teu rosto,
Onde posso ir atrás do teu sorriso,
Largar tudo e encontrar-me lá no destino,
Para este beijo seja para sempre eterno,
No tempo que a vida nos deu,
Para acreditar que o Sol nos deu a vida.
M.
Quero ser um anjo que descobre o teu sorriso,
Sair da sombra e encontrar a tua luz,
Junto ao meu coração levar o teu perdão,
Por não saber fazer mais do que sei,
E perder o medo de voar contigo,
Até onde o infinito nos levar,
A descobrir um mundo que é só nosso.
M.
Sem pensar ou agir vou em sentido contrário,
Louco por descobrir onde irá me levar,
Aquela estrada escrita na terra dos pobres,
Irei sem medo de cair,
Tenho comigo um anjo que me guarda,
O desejo de voltar a ser feliz,
Mesmo que as marcas sejam profundas,
Na sua mão irei confiar,
Para me curar da luta que travo por ti,
E na essência da Alma voltar a sonhar.
M.
Já estive à chuva a sentir o seu olhar,
Fui pela margem do rio até à fonte,
Encontrar a nascente de uma estrela,
Feita no leito de um doce entardecer,
Descalça caminhou,
Pelo deserto que esperava por mim,
Na sede de beber deste jardim,
Plantado no lugar onde és feliz,
À espera do teu beijo servido num festim.
M.
Uma simples letra que beija este capítulo,
Onde a escrita é feita de linhas em novelo,
Foge por entre os dedos do poeta,
As feridas de tanto querer traduzir o sentimento,
Que outrora encontrou naquele momento,
Amanhecido numa cama despida de ti,
Quando o sonho despertou a fome de querer,
Uma vez mais sorrir no dia da tua magia,
E na cor pintada numa tela para florescer,
Na manhã fria e nua no calor que vai aquecer.
M.
Vou rua abaixo sem rumo,
Deixo lá trás o medo de desistir,
Mantenho a fé que a esperança é,
Um caminho que quero percorrer,
Sei que não sou,
Aquele que alguma vez sonhei,
Serei apenas um aprendiz que espera,
Na esquina da rua vazia,
O momento para voltar a sorrir,
Quando a tua melodia me invadir,
O espaço deixado dentro de mim.
M.
Fui pelo caminho desconhecido à procura,
De uma esperança que viveu na penumbra,
Voltei onde a magia era feita de fantasia,
Sentei-me para refletir sobre como seria,
Estar sozinho num mundo sem rumo,
Fechar a janela onde o horizonte era luz,
Saber que a minha pérola era linda,
Viver no limbo de uma senda,
Para desejar pelo teu beijo na manhã,
Onde acordei à espera de mais um amanhã,
Que desperte a loucura de mais um dia.
M.
Tenho pouco tempo para descobrir o que ver,
Isto de ser um mensageiro sem mensagem,
Não é um momento que quero saber,
Liberto as asas e sinto o ar perfumado,
Luto para deixar de ter em mim o ontem,
E sonhar que agora é tempo de coragem,
E nunca mais ser um resignado,
Na esperança de que tu és a ordem,
No caos que assalta o espírito que vai transcender.
M.
Vamos partir e perder-nos na imaginação,
Esconder das sombras da ilusão,
Correr pelo silêncio que vai até à vastidão,
Onde as estrelas acendem a gratidão,
Sentida no abraço eterno desta paixão,
Vestida de cor purpura em comunhão,
No derramar de mais um beijo de satisfação.
M.
Deixa-me voar contigo até ao infinito,
Tocar o azul do céu e mergulhar sem fim,
Vestir as nuvens de algodão doce,
Saltar até ao monte da fantasia,
E encontrar vontade com audácia,
Para acreditar que lua é a sua essência,
E o perfume é de jasmim,
Naquilo que foi feito no nosso mérito.
M.
Quero soletrar as palavras para te dizer,
Escrever um poema que te diga,
O sentimento que a lua disse ao sol,
Onde o mar e terra se beijaram no horizonte,
Sem medo de voltar a ser um delfim,
Num mundo que fugiu de zepelim,
Para o lugar onde as Almas foram à fonte,
Num desejo inspirado que transpire a magia,
De uma poesia infinita na manhã meiga.
M.
Mesmo perto de mim quero lá chegar,
Tocar aquela estrela e levar até ti,
Congelar um sentimento e sonhar,
Quebrar mais uma memória,
Guardar o fogo sagrado aqui dentro,
E acreditar que o silêncio vai dizer,
O que o meu coração sempre quis.
M.
Um olhar,
Um despertar ao anoitecer,
Um som acende a Alma,
Uma vontade,
Um lugar onde ficar,
Uma magia no luar,
Um desejo ardente,
Um beijo na boca melada,
Um sentimento desbravado,
Uma melodia ao acordar,
Um abraço sentido,
Uma esperança renovada,
Um destino para abraçar,
Uma loucura para fazer.
M.
Leva-me pela mão e atira-me ao mar,
Dar um mergulho profundo,
Respirar o sal suado na tua pele,
Partir para o paraíso na terra,
Ter fôlego até ao fim do mundo,
Despir as vestes e libertar um pensamento,
Em direção ao renascer do Sol iluminado,
Sem saber se assim irei ter o meu sabor,
Sentido nos lábios quando te beijei.
M.
Sabes que não consigo controlar este sentimento,
Mover-me em direção ao sol,
Cantar músicas que despertam o momento,
Saltar dentro de uma onda azul,
Despertar sensações que flutuam no ar,
Levantar os braços e voar,
Sempre com o coração ao alto,
E um sorriso na tua face para iluminar,
Uma tela pincelada de lágrimas sorridentes.
M.
Entro pela porta à procura daquele instante,
Um lugar habitado pela simpatia do sorriso,
Com um olhar sabes o que apenas te peço,
Molhar os lábios com o sabor dos teus lábios,
Desejar que a dança possa despertar em ti,
O sentimento saboreado no perfume do jardim,
Encantado no vestido de uma nuvem de marfim.
M.
Vem devagarinho e deixa-me o teu beijo pela manhã,
Leva o teu sentimento até ao meu destino,
Trilha comigo um caminho que leva até a montanha,
Acorda com uma melodia neste dia sereno,
Na calma que a onda do mar recupera da ronha,
E no andar desconcertante vamos até ao divino.
M.
Vem devagarinho ao lar que me encanta,
Deixa-me ver-te e sorrir como um anjo,
Junto ao fogo desta lareira que nos aquece,
O coração derretido que encontrou em ti,
Um caminho para voltar a acreditar no destino,
Seja ele feito de barro ou feito de algodão,
Será um trilho para percorrer sem olhar,
Num descobrir de novas aventuras e alegrias.
M.
Encostado ao muro fumo mais um cigarro,
Neste amanhecer olho a lua a desvanecer,
No brilho do Sol espreito aquela janela,
Na esperança de ver o que mais me deseja,
E na aurora deste dia desenhar o teu rosto,
No caderno que desarvora o sentimento que aponta,
Para mais tarde recordar o sonho de um sorriso.
M.
Imagina o sonho que desperta a paixão,
Percorre o dia onde a memória é razão,
Abre a porta e descobre a tua canção,
Traz o teu perfume e deixa-me na imaginação,
Beija a minha boca e leva-me à exaustão,
Sente o palpitar deste meu coração,
E agarra-me como se fosse ilusão,
O que quero que seja mais uma perfeição.
M.
Abraça o vento e deixa-te levar,
Derruba as muralhas do oriente,
Vem devagar e agarra este momento,
Descobre o orvalho matinal ao sair,
Ao encontro de mais um desejo,
Transformado num momento ao beijar.
M.
Acordes que entoam a música dos anjos,
Num despertar de magia encantada,
Vinda da odisseia de uma balada,
E no amanhecer acordar os brejos,
No refletir de uma onda ali chegada,
E mesmo que faça frio ir até aos desejos,
Daqueles que sonharam a sua obra.
M.
Lento, lento vai o mar ao longe,
Sem sabor a chuva molha o corpo,
Na esperança sente-se o sal na pele,
Foge, foge um passarinho de luz,
Anuncia a chegada de mais um dia,
A correr entre as ruas do desatino,
Lindo, lindo é o seu sol,
Na manhã que abre mais um capítulo,
Escrito na pedra de um destino.
M.
Não quero saber se o caminho é longo,
Descobrir se as asas me fazem voar,
Ou se o vento é soprado do norte,
E as cócegas que sinto são melodia,
De uma orquestra que alcança o nirvana,
Para onde as almas querem navegar,
E na colina apontar ao céu e encontrar,
A estrela que ilumina a minha ponte.
M.
Obstinado por nunca me render,
Ofereço a minha força ao destino,
Na margem de um sonho para viver,
Em procura de um novo horizonte,
Na conquista por saber que irei viver,
Mesmo que a trovada seja um pântano,
Onde a justiça merece promover,
Um dia de luz ao final de uma batalha.
M.
Quero fugir em direção ao sol,
Levar comigo a minha Alma,
Sem pejo ou vontade de voar,
Acreditar que és a luz,
E nada me fará bajular,
Num destino sem farol,
Irei dar um beijo até badalar.
M.
Nuvens de fogo movem sem sentido,
Alegres dias que disparam até o infinito,
Batismo de chuva de prata,
Em chão que molha o destino,
Num orvalho desconhecido ao peregrino,
Visível no céu onde as estrelas pintam,
Mais uma tela de sentimentos oferecidos.
M.
Atiro-me à estrada e caminho por entre vales,
Um movimento que gira à volta de um querer,
Quero dizer-te um pensar que me vai na Alma,
Na aspiração de uma neblina que se desprende,
Na graça de um beijo que te vou dar,
Sabendo que apenas o teu toque me faz ter,
O desejo de entender as coisas do coração.
M.
Estou sem ideias ou essências que me ajudem,
A perfumar mais uma escrita de luz,
Onde as letras não sejam apenas consoantes,
Num livro que conta uma história ao anoitecer,
Acreditando que as estrelas chovem ao domingo,
Descrevendo memórias e romances sem fim,
E acabando num epílogo de palavras doces.
M.
Como posso ser assim neste mundo sem rumo,
Posso eu procurar uma corrente de sonho,
Voar alto e saber que irei encontrar,
A sensação de saciar esta vontade de sede,
De algo que não imagino ao meu redor,
Mas que desperta em mim um sentimento,
Que foge por entre os dedos,
Unido num folego sem ar,
Desperta para sempre na sua ascensão,
E tudo que possa dizer fica na ilusão,
Ao descobrir que apenas sou coração.
M.
Fecha os olhos e descobre o mundo invisível,
Liberta a tua ansiedade e dá um passo,
Mais um dia em que a luz é a tua sede,
Na boca que deseja mais um beijo,
Gritando alto o sentimento algures perdido,
Mas que numa suave brisa reflete,
O sonho que vivido depois de um suspiro,
Respirado junto ao teu pescoço,
E na beleza do algodão viver a paixão.
M.
Juntos iremos caminhar sem pudor ou receio,
O trovão irá anunciar a chegada,
De mais um dia feito de poesia na maresia,
Numa história escrita por anjos na terra,
Sem desistir dos versos de encantar,
Porque é simples esta frase,
Espalhada na areia branca de um deserto,
E assim vestida de sonhos,
Onde a felicidade será trilhada sem fim.
M.
A simplicidade de nada ser um momento,
Sem medo de voltar a saber o que é ser,
Hesitar perante a muralha,
Viajar por entre o desafio e saber esperar,
Seguir na onda de uma melodia,
E agarrar a mão da tua poesia,
Numa singela memória que a Alma almeja,
Na vaidade de saber que és linda,
Na alegria do perfume que chama por nós.
M.
A bombordo por este mar de chamas,
Levo-me por entre pensamentos,
Quero correr e não sei,
Numa barca do inferno percorro,
Um atalho até ao infinito,
Um enredo de um teatro floresce,
Oriundo de um destino,
Sigo em frente até ao objetivo,
De uma mão que agarra,
A vontade de olhar,
Na loucura de um beijo,
Fecho um ocaso até ao fim.
M.
Movimento contemplativo ao redor de uma quimera,
Letras soltas espalhadas ao longo de uma rima,
Saltos no vazio à procura de uma madrugada,
Magia enfeitiçada que prende o olhar ao virar,
Para um destino que arde sem se ver,
Na manhã onde o orvalho toca o sedutor,
Ao levar de mim um perfume da minha essência,
E chegar até ti o silêncio do meu desconcerto.
M.
Letras simples que escrevo no cimo de uma montanha,
Dizeres que transbordam uma mensagem até ti,
Almas que sonham o dia de uma poesia,
Centelhas de luz que desaparecem por entre os dedos,
Momentos fugazes que acalentam mais uma noite,
Numa boémia memória de chuva de verão.
M.
Levanto alto o esplendor de uma adormecida flor,
Acordo de um sonho em que te vi na bruma,
A liberdade de beijar a tua boca neste desejo,
De um coração apaixonado ao ouvir novamente,
O sinal que os céus enviaram na descida do anjo,
Que iluminou o caminho daquele que caminha.
M.
Numa vã imagem da cintilante vontade,
Quero saber que ainda tenho a bondade,
No mistério de dentro encontrar o desordeiro,
Que navega por entre marés de um passageiro,
Nos confins de um universo paralelo,
Encontrar aquele beijo que é um armelo,
Sentido no prazer de uma noite de bebedeira.
M.
Não precisas de dizer nada ao vento,
Não sentes frio quando a neve cai no ombro,
Não deixas sair o sol quando o dia é torto,
Não vais onde é preciso ao perceber o desvairo,
Não olhes no horizonte e vê o que tens em ti,
Não sejas louco, mas sê destemido.
M
Agora que é manhã fresca e louca por nascer,
Agarro-me ao fio deste dia para sentir o respirar,
Deixo para trás as cartas escritas na sombra,
Sigo em frente à procura de mais uma luz,
Que acenda em ti o coração dourado,
E sem bagagem viajar até ao fim do mundo,
Para lá encontrar o melhor que ainda está por vir.
M.
Encerro um momento dentro de mim,
Deixo à beira-mar um pensamento para ir,
Até onde a maresia de uma onda quiser levar,
Refletido na luz do sol mareia pelo espírito,
Para encontrar no seu destino o carinho,
De quem uma vez deu de si o seu fogo.
M.
Desperta em ti a música escrita pelo compositor,
Desfazes o véu transparente que assenta o teu corpo,
Na ilusão de mergulhar no profundo calor,
Numa noite de farra,
Prendo a ti o meu bom-dia para florescer na manhã,
Onde o banquete de mais um desejo foi servido.
M.
Piso o a areia molhada que beija assim,
Os pés desnudados que brincam na maresia,
À procura daquela onda apaixonada,
E voar até onde os anjos desenham a felicidade,
De quem um dia olhou para ti e saboreou,
O desejo do perfume beijado ao anoitecer.
M.
Quero fazer a sorte para unir o tempo e o vento,
Num só instante estalar os dedos e curar,
A maleita de uma nódoa que não quer sair,
Junto a força para em mim o anjo suprimir,
O mal que uma vez quis de mim o meu ar,
Sussurrando ao meu ouvido aquele concerto,
Que libertou de dentro a luz que fez colorir,
A tela de uma paisagem vista ao fugir.
M.
Não sei o que me deu para virar para o destino,
Foi um momento escrito em linhas de promessa,
Pelo brilho refletido de uma lua cheia,
Sou um louco sem bicicleta,
Para percorrer pela baixa o caminho até ti,
Bebo mais um copo de tintol que nem o boémio,
Que cantou aos ventos uma sinfonia sem som,
E sem bibliografia escreveu para ti um recado,
Acolhe nos braços o meu ser e leva-me daqui.
M.
Nada estava planeado para acontecer,
Foi um momento que consentiu o acontecimento,
Não procurei a descoberta de um novo caminho,
Mas o teu sorriso derreteu em mim um sentimento,
Olhei as estrelas e perguntei se era digno de voltar,
A encontrar em ti o dia que iria iluminar,
A chama outrora perdida na vida,
Percorri a insegurança de um beijo na tua boca,
E saber que era o mel que me fazia delirar,
Por mais uma noite ao teu lado,
Abraçado ao teu calor que me faz ser,
Um herói que desbravou o seu desconforto,
E encontrou em ti uma casa para repousar.
M.
Na mão de um anjo que carrega a esperança,
Seguindo pelo caminho encontra o sorriso,
De um pobre coração que procura a chama,
E sentir assim o calor precioso para alimentar,
A Alma que busca a aventura calorosa.
M.
Deixa-me tocar o âmago do ar que respiras,
Sentir a brisa de um sabor fresco,
Caminhar até à ponte e atirar um momento,
Num prelúdio da nossa imaginação,
À procura de um panorama pintado no infinito.
M.
Um dia vou voar até ao cimo daquela colina,
Um dia serei o herói na sequela daquele filme,
Um dia irei saber escrever por linhas tortas,
Um dia farei do meu desejo o teu sorriso,
Um dia terei a vontade de voltar a ser.
M.
Durante um dia solarengo vejo em ti a mensagem,
Lida na brisa de uma manhã fria,
Sinto uma vontade de abraçar o tempo que foge,
Para reter em mim um momento passado contigo,
Ao saber que o destino foi encontrado no desejo,
De uma rajada pela noite fora de paixão.
M.
Pela mão da lua que ofegante procura mais um dia,
Numa paisagem floreada onde o sol ilumina o obreiro,
Correndo oitocentos metros de oxigênio cheios de sabedoria,
Derramados em águas mil onde navega um marinheiro,
Cheio de vontade de poder tocar o céu em poesia.
M.
A ousadia de sonhar que no vento terei asas,
Oriundo de um mundo onde os anjos cantaram,
Uma melodia oferecida pelos deuses à lua,
Sentada à sombra de um raio de sol numa ode,
Vertida nas palavras de um livro aberto,
Em busca da sua odisseia de epopeias ocultas.
M.
Um pouco mais de perfume neste dia percorrido ao sol,
Passo a passo rumo ao destino de um mar desejado,
Devagar para não perder nada nesta viagem sem recado,
Verter de forma efusiva sobre este copo um pouco mais de
álcool,
E saborear o gosto deixado molhado dos teus lábios.
M.
Escritas de folhas adornadas na areia branca do deserto,
Fantasias encontradas numa viagem por entre oceanos,
Caminhos que se cruzaram nos ventos de uma passagem,
Bonito momento construído na penumbra de uma janela,
Virtuoso acorde que despertou em mim a tua atenção,
Objeto da minha obsessão ver-te assim com paixão.
M.
Leva-me às estrelas para ver o encanto dourado,
Deixa-me tocar o lastro cadente e sentir o teu desejo,
Ouve-me nos sons dos cânticos de tempos de outrora,
Sente-me na mudança do vento do outono,
Junta-te a mim e vem encontrar o meu beijo.
M.
Confesso aos Deuses do olimpo a minha devoção,
Considerem a minha Alma perdida na consolação,
De um momento que foi descoberto na paixão,
Ao saber que este dia seria mais uma ligação,
Alcançada da força de saber que seria sensação.
M.
Desejo feliz de beijar o céu,
Veludo que veste a noite azul,
Sentimento que atravessa o oceano,
Procurando o abraço do teu sorriso,
Perdido num sopro de lavanda à janela,
Que abre para receber o momento.
M.
Numa noite interminável num sentimento perdido,
Não importa o caminho que levo até te ver,
Porque amanhã serei o teu confidente para beber,
Um copo de três bem bebido,
E assim responder ao desejo de nada mais temer,
Numa jornada em que não será mais reduzido.
M.
Pintada num dia de céu azul,
Uma alegria que me afugenta a dor,
Um sorriso que olho em ti,
Sensação de ardor junto ao peito,
De tanto querer ver o teu beijo,
Na boca que o mel derreteu.
M.
Saio porta fora para encontrar uma centelha de luz,
Procuro na vereda agreste uma chama que aquece,
Ando pelo trilho que me leva até ao teu beijo,
Fantasia descoberta num enredo sem teatro,
Regada por pinceladas de água celeste,
Pintada numa tela que ganha cor ao ver o sorriso.
M.
No caminho de um lugar para onde vou,
No encontro de uma Alma que procura,
Um momento para ter em ti a paixão,
Ao saber que nada será uma ilusão,
E saber que assim irei ser capaz de agarrar,
A tua mão e partir para onde a luz é branca,
Para virar do avesso um sentimento sentido.
M.
Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...