ousadia.

 Sons que despertam ao abrir esta porta,

Carícias que o vento dá ao sentir o dia,

Rosmaninho que perfuma o ar que respiro,

Fantasia de mel que se derrete ao suspiro,

Sentimentos de escolha de quem se importa,

Melodia ao virar desta página com ousadia.

M.

 

 

lento.

 Lento movimento das nuvens que circundam a mente,

Sensação de impotência ao nascer do dia,

Vontade de ir até ao fim do mundo à procura de ser,

Momentos que não soube colher no tempo de viver,

Vibração de medo que arrasta a minha alma negativa,

Sem pensar e sem sentir o que devo percorrer,

Loucura que me invade sem descobrir este andar,

Descoberta de calafrios que fazem querer voar.

M.

Lástima.

 Sou uma lástima de pensamentos vagos,

Percorre a minha alma à procura da sua inocência,

Assaltam-me os traumas de não ser,

Invade-me o meu âmago a tristeza de não vivido,

Confunde-me as emoções de negatividade,

Sei que procuro ser diferente e ao mesmo tempo igual,

Será que tenho futuro neste caminho que percorro,

Não sei onde estará o meu segredo de vida,

Volto-me para a minha caverna de escuridão,

À procura talvez do meu próprio perdão,

A ser e a ter um dia onde irei encontrar a paixão,

De voltar a saber o que o é que viver.

M.

 

 

adormecidas.

 Junto-me ao pé deste rio de esperanças desaparecidas,

Passo a minha mão pelo orvalho da manhã para ouvir,

A história da vida que se conta entre os sentimentos silvestres,

Num lugar que espero encontrar a felicidade de voltar a servir,

O meu coração que procura em ti o seu repouso de vontades adormecidas.

M.

Aqui.

 Aqui estou eu para saber o que desenho,

Aqui sou um ser que quer voar até ti,

Aqui manifesto a minha vontade de agarrar o mundo,

Aqui fico à espera que seja este o dia,

Aqui serei um dia novamente feliz contigo.

M.

deixa-me ser.

 Deixa-me ser o desvio da tua perdição,

Deixa-me ser o teu farol que ilumina o caminho,

Deixa-me ser a tua fantasia nas noites de paixão,

Deixa-me ser a mão que te acompanha no nosso cantinho,

Deixa-me ser o momento dos teus sonhos,

Deixa-me ser o teu par que dança nos nossos sorrisos,

Deixa-me amar-te até ao fim.

M.

 

 

Adverso.

 Vivo para ser um ente entre a luz do universo,

Saio de casa para te encontrar no meu verso,

Mergulho por entre as ondas de um mundo submerso,

Sinto em mim uma vontade de fugir ao adverso,

Dou a minha mão a quem me quer no multiverso,

Navego a minha alma nas rimas sem tergiverso.

M.

chover.

 Fantástica sensação de liberdade que procuro,

Movimento de sons perdidos na escuridão,

Levanto mais uma melodia sem perder a ilusão,

Escreve linhas de palavras que nem um touro,

Felicidade que vi em ti neste episódio de viver,

E no amor contigo ficarei mesmo que esteja a chover.

M.

Pistoleiro.

 Duras realidades que entram pela porta desta casa,

Sombras escuras que pensam que me afugentam,

Forças que despertam em mim como um cavaleiro,

Lutas que travo para afastar as noites de frio gelado,

Em ti a dama que enche de luz o destino do meu ser,

Na bolina desta vida vou contigo até ao fim do mundo,

Na loucura da minha cabeça um fio de lucidez que arrasa,

Em paz quero estar para não ser mais um pistoleiro.

M.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Verdejantes.

 Verdejantes sons que nascem da fonte da vida,

Cintilantes estrelas que iluminam o teu rosto,

Pérolas de mar que embelezam o teu corpo,

Rosas que se deitam no teu caminhar,

Melodias transbordam perfume ao teu ouvido,

Fantasias que escrevem o teu sonho,

Amor que te dou no vale do paraíso.

M.

Sonho vivido.

 Isto é um começo que alcançamos,

Sentimentos que nos abraçam a emoção,

Devoção que nos aperta o coração,

Sem medo de ser fraco,

Com vontade de querer voltar a nós,

Na inocência das nossas almas,

Caminhamos de mão dada até o dia de amanhã,

E lá no calor do raiar abraçamos o destino,

Para voltar a ser felizes no sonho vivido.

M.

Se eu.

 Se eu acredito e tu acreditas,

Se tu queres e eu quero,

Se eu vou e tu vens,

Se tu sentes e eu sinto,

Se eu viajar e tu viajares,

Se tu és e eu sou,

Se eu der e tu receberes,

Se tu amares e eu amar,

Se eu pedir e tu aceitares.

M.

Que.

Que maresia que no horizonte se levanta,

Que loucura é esta que me assalta o espírito,

Que momento é este que vivemos em nós,

Que caminho é que vamos trilhar até ao infinito,

Que vontade é esta de querer abraçar-te,

Que beijo é este que dou na melodia dos teus lábios,

Que calor é este que sinto ao estar contigo,

Que sensação é esta que sentimos ao fazer amor,

Que destino será o nosso nos dias do advento,

Que páginas vamos escrever no nosso livro de encantar,

Que mel vamos saborear ao longo da nossa história,

Que bonito é estar ao pé de ti.

M.

Sopro.

 Sol que molha o meu chão de sal,

Azul que pinta que o meu céu de amanhecer,

Vento que sorri nos dias de inverno,

Chuva que lava o pensamento do passado,

Fogo que acende mais um cigarro à janela,

Tempo que passa sem vontade de parar,

Momento que vivo para recordar o teu sorriso,

Suor que me atropela na ruela da vida,

Sopro que dá alento aos dias que vivemos.

M.

Criança.

 Lavo o meu corpo despido a pensar,

Dispo de mim as sombras de um passado,

Sinto que sou uma alma que ser um rumo,

Quero voltar a ser feliz como uma criança,

Num dia que parece não acabar,

E sorrir para o vento que me acaricia o sonho,

De uma mágica noite que sonho em ti.

M.

infinito.

 Aceito a névoa da sombra da montanha,

Quero viver em ti um sonho de verdade,

Acreditar que a luta é a nossa façanha,

E que nos lençóis da nossa cama a suavidade,

De saber que nos apaixonamos num abraço infinito.

M.

cor.

 Um mundo novo que nasce em cada alvorada,

Um sentimento que quero viver na tua morada,

Serei um ser em busca de saber se sei,

Um instante que num livro assim farei,

Viver em ti caminhos que quero descobrir,

Elevar o nosso espírito nas páginas que quero construir,

Sem entender se o céu é nosso ou não,

E na cor da nossa paixão damos mais uma demão,

Num amor que descobrimos em cada dia da nossa vida.

M.

Orvalho.

 Orvalho que se desperta um sentimento,

O aroma que perfuma uma manhã de querer,

Uma brisa beija as nossas faces como algodão,

No conforto do coração que sonha em ti,

Para sem amarras navegar por entre as marés,

Que nos levam ao paraíso de quem é feliz.

M.

Lavar.

 Somos pó que em vento se transforma,

Levamos uma eternidade sem saber a norma,

Queremos sentir o sabor deste sal que passa,

Lavamos as almas à procura da sua delicadeza,

Na senda de uma aventura que a vida nos traz.

M.

Letras

​Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...