Medo.

 Entre vielas e becos,

Foi por onde andei,

A esconder-me do mundo,

E das pessoas,

Por medo de me conhecerem,

Por receio de me magoarem,

Por vergonha do que tenho,

Por tristeza do que não sou capaz,

Lutei e luto,

Não sou de desistir de nada,

Ou de ninguém,

Mesmo que o enredo mude no tempo,

Procuro tirar de mim o negro que existe,

Lavar a Alma com o perfume das valquírias,

Que rasgam o tempo e a escuridão,

De quem não quer um senão,

Mas apenas uma mão,

Que se prenda a mim com ambição.

M.

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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