Paira no ar a sombra de uma memória não vivida,
Deixo-me levar nas marés de lágrimas derramadas,
Não sei onde encontrar a minha Alma perdida,
Deixo que a corrente me leve no ar um perfume,
Fui sempre a cor invisível de um homem esquecido,
Fui sempre a escolha de refugo e nunca a primeira,
Perdi a noção do tempo no tempo que tem para dar,
Deixo o meu ser caminhar por entre veredas de terror,
E na penumbra sento-me à espera de voltar a ver.
M.
