Olho para trás pelo espelho e nada vejo,
Onde errei ao caminhar por esta estrada deserta,
Foram memórias que não escrevi ao vivi,
Foram poemas que não entoaram dentro de mim,
Rios que lavaram as minhas lágrimas do pensamento,
Deixar que uma história não fosse encontrada,
Nas linhas de uma escrita errante e marcante,
Levo comigo agora os traumas de uma vida não vivida,
Saber que entre fobias e desejos nada aconteceu,
Sombras e demónios que me atacam todo o dia e toda a hora,
Livrar-me desta sina não é um momento,
É uma luta diária que poucos percebem ou entendem,
Procurar de novo um caminho e uma esperança de viver,
Sem se saber se alguma vez terá sido assim para sempre,
Ou apenas é uma passagem sem sabor por entre esta vida.
M.
