correntes.

Vou ao teu encontro numa praia deserta,

Dispo do meu corpo os caprichos de uma mente inexperta,

No andar a dor de sentir sobre eles os espinhos da roseira,

Que perfuma o caminho num véu de azul-celeste,

Sem saber que nas suas veredas tudo é agreste,

E que o óleo de jasmim suavemente te volta a trazer à vida,

Como se tivesses renascido de uma fénix caída,

Agarras naquilo que é o teu coração,

Escutas de forma atenta como se fosse uma bênção,

Dada a quem pode merecer viver momentos,

Que o espírito se liberta dos seus sofrimentos,

Voando rumo ao desconhecido,

Sem medo de errar ou ser abatido,

Sempre que numa mão estiver a outra,

As correntes da tua prisão na luz se irão desfazer.

M.

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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