Sem sentido.

 O meu corpo vadio deambula pelo regato abaixo,

Na subtileza das folhas caídas de tanto lutar,

Numa breve passagem pelo tempo,

Encontro-me outra vez, e outra vez, e outra vez,

Num fugaz respirar sinto o sal da tua vida,

Sento-me a ouvir a lua de cinzel,

Nas minhas mãos um diamante por polir,

Na beleza hermética que molda o teu corpo,

Encerrado num sentimento primitivo,

Transmuto a energia do meu físico para o espírito do sol.

M.

 

 

 

 

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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