A vereda.

 Uma esperança que nasce do nada,

Num momento de tertúlia um feitiço,

O perfume que me invade o olfato,

Desperta em mim este sentimento,

Sinto um medo a invadir o meu corpo,

Fico paralisado sem saber como seguir,

Volto a sentir o se passa dentro de mim,

Que vontade é esta que tenho que perseguir?

Uma coragem que me assalta o espírito,

Tenho que ser capaz de lhe dizer,

Tenho que ser capaz de beijá-la,

Todo o medo em mim acorda,

Mas não me interessa,

Porque os olhos me encantam,

Porque o teu sorriso me desconcerta,

Porque o teu amor quero sentir,

Dou mais um passo,

Subo devagar por esta vereda,

Quero encontrar-te,

Vou encontrar-te,

E tu vais beijar-me.

M.

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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