Um marinheiro de água doce navega por rios agitados,
Sabe que nunca será o primeiro a lá chegar,
Esconde no capote o mapa de um caminho por desbravar,
A bombordo sente a brisa nos seus lábios,
O tempo faz companhia à sua solidão num destino a descobrir,
O cheiro a cidreira invade o olfato de um homem seco,
A luz do sol acarecia-lhe a face na esperança de ser,
Um nativo rebelde que acredita no seu coração,
Onde a manhã do dia seguinte escreve mais uma página,
De um manuscrito que uma vez quis ver na ilusão.
M.