Desbravar

Um marinheiro de água doce navega por rios agitados,

Sabe que nunca será o primeiro a lá chegar,

Esconde no capote o mapa de um caminho por desbravar,

A bombordo sente a brisa nos seus lábios,

O tempo faz companhia à sua solidão num destino a descobrir,

O cheiro a cidreira invade o olfato de um homem seco,

A luz do sol acarecia-lhe a face na esperança de ser,

Um nativo rebelde que acredita no seu coração,

Onde a manhã do dia seguinte escreve mais uma página,

De um manuscrito que uma vez quis ver na ilusão.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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