Batalha sem rei

Queria que o normal fosse o desenho do meu corpo,

Apagar do meu ciúme o pensamento não vivido,

Entrar com vigor e destreza numa batalha sem rei,

Vencer a corrida de uma maratona ao entardecer,

Largar pela estrada os fardos da minha alma,

Subir por entre as colinas e gritar bem alto,

Cantarolar ao vento os poemas que te escrevo,

Dançar até morrer nas ondas do sol escaldante.

M.



lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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