Serenata

Quando a manhã acorda pela janela semiaberta,

Um reflexo no espelho da minha Alma desperta,

Susurro um poema no orvalho à busca da resposta,

Lembro na folha que caí ao chão a força de mais uma luta,

Assim me escondo por trás de uma revolta,

Em pensamentos que me trazem uma escrita,

Saber que em momentos vivi uma disputa,

Para morrer sem saber o que seria uma descoberta,

Acreditar que o caminho que escolhi não seria pateta,

Mesmo que o mundo fosse diferente da tormenta,

Que assaltou o suor da minha escuta,

Ainda que não tenha sentido a primeira vez aberta,

Vou à procura de encontrar a minha serenata.

M.



lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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