Cânfora embarcada

​Flutuava no ar um cheiro a cânfora embarcada,

Observo do alto da popa um oceano sem fim,

Sou mais um passageiro que aspira avistar um reluzente sinal,

Naquela manhã de setembro quero ouvir mais um pouco da sinfonia das musas,

Quero declarar aos céus que no alvorecer do dia possa eu encontrar a dama dos meus sonhos.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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