Alento

 Uma vez fui um pensador sem pensamento,

Outra vez fui uma corda sem concerto,

Ainda fui uma semente sem centeio,

E fui também um desalinho sem momento,

Mas serei eu um caminho atento,

Na sequela de um teatro sem sustento,

E na amargura de um amanhã levar um afeto,

Como se a minha vida tivesse um propósito,

Depositado nas ondas de uma ternura a preceito,

Será neste atalho um destino, entretanto,

Aquele por quem eu me encontrarei no meu alento.

M.



 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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