Que intensidade é esta que me deixa sem fôlego,
Naquele encanto junto à orla de uma maresia desnudada,
Olho aquele rosto no refúgio de uma ternura delicada,
Pulsa-me um beijo feito na imaginação de um instante fluido.
M.
Que intensidade é esta que me deixa sem fôlego,
Naquele encanto junto à orla de uma maresia desnudada,
Olho aquele rosto no refúgio de uma ternura delicada,
Pulsa-me um beijo feito na imaginação de um instante fluido.
M.
Assim, entre véus e sonhos, o céu se abre em esplendor,
E na jornada da vida, descobrimos o verdadeiro valor,
Rasgamos o véu do impossível, para além do usual,
E encontramos a beleza, no eterno ritual.
M.
Esqueço-me nos pensamentos, sem rumo a vagar,
No rio dos desejos, onde a alma quer dançar,
Na floresta do destino, onde tudo se entrelaça,
Encontro o propósito, na magia que abraça.
M.
Não mais quero acreditar em limites impostos,
Nas asas da imaginação, voamos mais distantes postos,
No calor do gesto terno, na doçura a pulsar,
Encontramos o sentido, no fluir do mar.
M.
No manto estrelado, o véu se desfaz,
Entre sonhos e realidade, o céu se abre em paz,
Um momento de pausa, um instante a fluir,
Onde o coração encontra o seu devir.
M.
Rasgo o céu por entre os sonhos de véu,
Largo um momento que me deixa sair,
Não quero acreditar que mais pode ser feito,
Aqueço mais gesto de ternura junto ao fluir,
Esqueço-me nos pensamentos que navegam sem chapéu,
Naquele rio perdido na floresta de um propósito.
M.
É a história escrita com sangue e fogo,
Entre beijos roubados e o abismo do jogo,
No palco da vida, o drama se desdobra,
E o calor da paixão queima, alma afora.
M.
Nas areias movediças do amor proibido,
Os corações se entregam, no calor do sentido,
E no eco dos gemidos, o mundo se esquece,
Num turbilhão de emoções onde o desejo cresce.
M.
As palavras são chamas, queimam na pele,
Em cada suspiro, uma chama que se revele,
No calor do momento, a batalha é travada,
Entre a razão e o desejo, a alma é abalada.
M.
Sob o véu escarlate da paixão ardente,
Desvenda-se o drama, a dor latente,
Numa dança de fogo e sombra, mergulho,
Na teia de desejos onde me envolvo.
M.
Assim se tece a história, feita de pérolas,
Nos céus e nos mares, entre ondas e auroras,
Cada verso é um fio, numa rede infinita,
Onde a alma viaja, na busca bendita.
M.
Na sombra de um sonho, onde o rio que chora,
As lágrimas tecem a saga que aflora,
Mas há força na busca, na vontade infinda,
De encontrar o feitio da vida ainda.
M.
Um passo adiante, na dança do destino, A busca pela essência num eterno hino, Entre o mistério e a luz que se esconde, O coração navega, livre e responde.
M.
Num conto de estrelas e marés imortais,
Nasce a trama de segredos siderais,
No abraço do vento, a busca persiste,
Por um destino onde a alma se insiste.
M.
Não se contar uma história feita de pérolas celestes,
Imagino uma mensagem escrita numa maresia de águas serenas,
Beijo o vento na esperança de encontrar um rumo para esta
batalha,
Dou mais um passo à procura daquele feitio estranho,
Escondo-me atrás de um sonho perdido no rio das lágrimas
lavadas.
M.
Já fui um pastor junto à orla de uma costa descoberta,
Já fui um pensador de verão que voltou a pensar,
Já fui um adamastor de uma nau a caminho do desconhecido,
Já fui atrás de um sorriso que se desprendeu na manhã de outono,
Já fui um pedinte numa noite de estrelas cintilantes.
M.
Que brisa é esta que me banha o meu encanto no solar da
manhã,
Que loucura é esta que me deixa sem vontade de acreditar
assim,
Que mistura é esta que me deixa o sentimento sem vontade,
Que poema é este que se escreve por linhas tortas,
Que dança é esta que me faz girar até o sol raiar.
M.
Escreves neste poema as palavras de um sentimento,
Na cor desta flor vais encontrar o destino de um perfume,
Pensas no astro que desceu a montanha para banhar o teu
leito,
E na luz refletida de um lago azul pincelas mais um quadro
de um desejo.
M.
Neste jardim onde se estendem sem fim o movimento eterno,
Naquele sol de inverno que acalenta o teu sorriso,
Danças ao vento na cor de um tom cintilante,
Encontras na sinfonia de palavras entoadas ao vento,
E no perfume que se espalha no ar acaricias o calor de um
beijo.
M.
Pintemos o mundo com pincéis de alegria,
Em cada raio de sol, em cada nova harmonia,
Que os tons solarengos tragam felicidade sem fim,
Num poema colorido, onde a vida é assim.
M.
O amarelo do girassol sorri para o alto,
Refletindo a luz do astro rei com seu encanto,
O laranja das frutas perfuma o ar,
Enquanto borboletas dançam, livres a voar.
M.
Neste drama da vida, sou ator e espectador,
Entre sonhos e desilusões, é meu fado, é meu ardor,
E assim sigo, na busca do meu destino incerto,
Num poema sem fim, num verso tão deserto.
M.
À espera do acorde de um trovador,
Estou parado, imerso em sonho e dor,
Respiro fundo na esperança de voar,
Na alvorada, meu ser busca se encontrar.
À espera do acorde, o coração palpita,
Num eco de sonhos, a vida se agita,
Sou um poeta, um sonhador sem paradeiro,
Navegando entre versos, em busca do verdadeiro.
M.
Ela se despe, revelando seu fulgor, Enquanto o lutador enfrenta sua dor, Uma luta solitária, na noite sem fim, Em um palco onde cada um é seu próprio gin.
M.
A aurora desperta, envolta em pensamento,
Sou um viajante em busca de alento,
Acredito na lua, confidente das aflições,
Testemunha silente de nossas paixões.
M.
Estou aqui parado à espera do acorde de mais um trovador,
Respiro mais uma vez na esperança de ser um sonhador,
Acordo pela manhã no orvalho de um pensador,
Acredito na lua que se despe para ver o lutador,
Numa luta que travou na noite de um dia sem autor.
M.
São duas da manhã e acordo sem o mel do teu beijo,
Deixo ir até ao destino de um pensamento vivido,
Sem vontade puxo mais um cigarro para queimar,
Naquele cume onde sinto o vento do norte a fustigar,
Levo comigo um trago de esperança para lá deixar,
O momento que alguma vez foi sentido neste trajeto.
M.
Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...