Tenho medo de ir sozinho pela estrada fora,
Levo comigo as trevas que me assaltam o espírito,
Quero escrever, mas não sei o que pensar,
Sentado olho o horizonte à procura de uma esperança,
Sei que sou duro e pouco tenho a dar,
Começar de novo um caminho que procuro perceber,
Se a centelha que tu vês é a mesma que eu tenho,
Para acreditar que ainda faço sentido aqui,
E que as minhas mãos vão abraçar no destino,
Aquele momento que trouxe a paz para dentro de mim,
E acordou a luz que precisava de respirar,
O ar que uma vez ficou aprisionado ali,
Num mar de pensamentos onde vivi.
M.