mocinho

Na encosta de um sonho que se perdeu,

Encosto a minha cabeça para lá escutar,

O fragor de uma canção escrita à pressa,

Sem rima ou poesia para encantar,

Mas feita de pinho marinho,

Que perfuma as páginas de um livro aberto,

Onde um herói procura a sua dama,

Perdida na torre de um castelo de algodão,

Feito de muralhadas sem dragão,

Mas que o cavaleiro ficou na sua paixão,

Enfeitiçado pela magia do seu sorriso,

E sem demora entoou os sonetos do seu amor,

Para lá deixar a coragem de ser um mocinho,

Num renovar de pele para colorir o seu rosto,

Encantado pela leveza de mais um beijo.

M.  

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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