Na encosta de um sonho que se perdeu,
Encosto a minha cabeça para lá escutar,
O fragor de uma canção escrita à pressa,
Sem rima ou poesia para encantar,
Mas feita de pinho marinho,
Que perfuma as páginas de um livro aberto,
Onde um herói procura a sua dama,
Perdida na torre de um castelo de algodão,
Feito de muralhadas sem dragão,
Mas que o cavaleiro ficou na sua paixão,
Enfeitiçado pela magia do seu sorriso,
E sem demora entoou os sonetos do seu amor,
Para lá deixar a coragem de ser um mocinho,
Num renovar de pele para colorir o seu rosto,
Encantado pela leveza de mais um beijo.
M.