Vagueio por entre os espíritos da Lua azul,
Saboreio o doce dos teus lábios pela manhã,
Saio à rua da alegria à procura de mais um trago,
Entro na tasca e sigo em direção ao copo largo,
Pela goela abaixo mando mais um para ter a sensação,
Sento-me e troco olhares com o soldado de Cabul,
Que guerra é esta para assim estarmos,
Na solidão das memórias assim abrigamos,
Em caminhos de esperança acreditamos que sentimos,
De loucura são os nossos dias até que o amor nos desperte,
E nas palavras ficam as mensagens que vou dizer-te.
M.