quero.

 Não quero mais saber se as ondas são de vento crispado,

Não quero voltar ao caminho da sombra perdida,

Não quero descobrir nada que logre ser conhecido,

Não quero fantasiar loucuras que são vindas do pesadelo,

Não quero sentir o escuro da noite a desfazer o sonho,

Não quero,

Mas quero saber o caminho que irei trilhar,

Mas quero saber agradar o outro que me acompanha,

Mas quero saber ser feliz nos dias cinzentos,

Mas quero saber que faço tudo para quem quer,

Mas quero saber que serei um dia mais humano,

Mas quero saber ouvir a melodia dos poemas cantados,

Mas quero.

M.

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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