fome.

 Uma vez perguntei ao vento para onde iria o vento,

Sentei-me e esperei que a sua voz gritasse uma melodia,

Chorei pelo amanhecer que tardava em aparecer,

Acreditei que era ali que o meu lugar seria um alento,

Voltei-me para trás e nada vi que fosse uma parodia,

Gritei para o céu e no eco ouvi o som de um prazer,

Bati as mãos com força seca e sem ritmo e alegria,

Era uma vez o menino que passou ali junto ao mercado,

E com fome levou com ele o calor de mais um dia,

Para na sua cama voltar a sonhar que assim era querer.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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