fome.

 Uma vez perguntei ao vento para onde iria o vento,

Sentei-me e esperei que a sua voz gritasse uma melodia,

Chorei pelo amanhecer que tardava em aparecer,

Acreditei que era ali que o meu lugar seria um alento,

Voltei-me para trás e nada vi que fosse uma parodia,

Gritei para o céu e no eco ouvi o som de um prazer,

Bati as mãos com força seca e sem ritmo e alegria,

Era uma vez o menino que passou ali junto ao mercado,

E com fome levou com ele o calor de mais um dia,

Para na sua cama voltar a sonhar que assim era querer.

M.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Sou

​Sou uma gaivota que quer ser maior, Sou pouco de paz comigo mesmo, Sou capaz de cair sem medo, Sou um anjo caído do inferno, Sou um homem s...