Ando pela noite que ilumina o caminho do peregrino,
Ilustro uma epopeia de pirilampos que esvoaçam,
Retenho por entre os dedos uma poesia destinada,
Corta-me o vento a vontade de juntar mais um lugar,
É tempo de andar mais um pouco e voltar a descobrir,
Aprendo que nada se aprende,
Cruzo mais uma rua à procura da luz que perdi,
Sem saber se sou desconhecido que por ali passa,
Ou que a sombra é apenas uma névoa sem sentimento,
E agora sento-me junto ao rio para descobrir o orvalho da
manhã,
No corpo o rocio que atravessa a pele como um relâmpago,
O sol surge e sem mais nada a vida volta a sorrir.
M.