Por entre abismos de picadeiros sem poeira,
Destinos que cruzam e se encontram à beira,
Num abraço que é sentido na glória da alfarrobeira,
Em perfume que inunda o ar de quem vai à boleia,
À procura de um sentimento que navega até à praia,
Esperando que a tua mão chegue até à fronteira,
Para em loucura deitar ao vento a nossa bandeira,
Esvoaçando sem pudor e sem receio da fogueira,
Que nos vai aquecer nas memórias da Ericeira.
M.
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