iremos.

 Fios de gelo que nascem ao longo das pétalas caídas,

Ramos que se desprendem do tronco vazio,

Nuvens que se dissipam no vento soprado pelo desvio,

Pernas que se cruzam no caminho sem maneiras,

Olhares de quem vê o que está ao longe,

Mensagens que se escrevem no livro do monge,

Pensamentos que atrofiam os sentimentos de quem sente,

Promessas que se fazem no alto de um monte,

Ouvidos que ouvem, mas não escutam,

Loucuras que se fazem para saber se estamos a viver,

Faces de uma moeda que nunca se conhecem,

Momentos que queremos conservar na parede do quarto,

Beijos que queremos dar na enseada de uma miragem,

Sem saber se iremos um dia ser felizes.

 M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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