Esse corpinho.

 Abres a porta devagarinho,

Pegas-me pelo colarinho,

Agarro-te junto ao meu corpinho,

Beijo-te como um passarinho,

Está isto muito porreirinho,

Ou bem lhe um bom carinho,

Ou daqui não saio inteirinho,

Mordo-lhe o lábio como um malandrinho,

Sei que a festa assim será no chuveirinho,

Ela abraça-me com a força de um cavalo-marinho,

E eu saboreio o sal da sua vida com muito jeitinho,

Parece que vou fumar um cigarrinho.

M.

 

 

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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